Câncer de Ovário: Manejo de Massas Anexiais e CA 125

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Beatriz, 64 anos, comparece à consulta ginecológica com queixa de aumento progressivo do volume abdominal, saciedade precoce e desconforto pélvico vago há cerca de 4 meses. Ao exame físico, apresenta massa palpável em anexo direito, de limites imprecisos, consistência endurecida e mobilidade reduzida. A ultrassonografia transvaginal revela formação expansiva sólido-cística de 10,5 cm, com septos espessos, projeções papilíferas internas e vascularização central ao Doppler (score 4), além de evidência de líquido livre em cavidade peritoneal. Os exames laboratoriais mostram CA 125 de 420 U/mL (valor de referência: < 35 U/mL) e CEA de 1,2 ng/mL (valor de referência: < 3,0 ng/mL). Com base no quadro clínico e no papel dos marcadores tumorais nesta patologia, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O CA 125 apresenta maior valor preditivo positivo em mulheres na pós-menopausa do que na pré-menopausa, mas sua elevação isolada não substitui a necessidade de inventário cirúrgico e análise histopatológica para o diagnóstico definitivo.
  2. B) Diante de uma massa anexial com características de malignidade e CA 125 elevado, a biópsia percutânea da lesão ovariana guiada por tomografia é o próximo passo obrigatório para planejar a extensão da cirurgia de citorredução.
  3. C) A elevação do CA 125 acima de 200 U/mL em pacientes idosas é considerada patognomônica de adenocarcinoma seroso de alto grau, o que autoriza o início imediato de quimioterapia neoadjuvante sem necessidade de biópsia prévia.
  4. D) O rastreamento populacional com dosagem de CA 125 e ultrassonografia transvaginal anual é a conduta recomendada para mulheres assintomáticas após a menopausa, visto que reduz significativamente a mortalidade por câncer de ovário.

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