HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2020
Qual a melhor conduta diante de uma paciente portadora de câncer de mama, subtipo histológico Ductal infiltrante, estádio clinico T4N1M0, padrão imuno-histoquímico sem receptor hormonal para estrogênio e progesterona e sem expressão do marcador transmembrana HER2 (tripo negativo)?
Câncer de mama triplo negativo T4N1M0 → Quimioterapia neoadjuvante antes da cirurgia.
O câncer de mama triplo negativo (sem receptores hormonais e HER2 negativo) é um subtipo agressivo. Em estádios avançados (T4N1M0), a quimioterapia neoadjuvante é a conduta preferencial para reduzir o tumor, permitir cirurgia conservadora ou melhorar a ressecabilidade, e avaliar a resposta patológica.
O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres, e sua abordagem terapêutica depende de múltiplos fatores, incluindo o estadiamento clínico e o perfil imuno-histoquímico. O subtipo triplo negativo (RE-, RP-, HER2-) representa cerca de 15-20% dos casos e é caracterizado por sua agressividade e ausência de alvos terapêuticos específicos, como terapias hormonais ou anti-HER2. Em pacientes com câncer de mama triplo negativo em estádio avançado (T4N1M0), a quimioterapia neoadjuvante (pré-operatória) é a conduta de escolha. O objetivo é reduzir o tamanho do tumor primário e das metástases linfonodais, tornando a cirurgia mais factível e, em alguns casos, permitindo cirurgias conservadoras da mama. Além disso, a resposta patológica completa à quimioterapia neoadjuvante é um forte preditor de melhor prognóstico. Para residentes, é fundamental reconhecer que o manejo do câncer de mama é multidisciplinar. A decisão pela quimioterapia neoadjuvante em casos de triplo negativo avançado reflete a necessidade de uma abordagem sistêmica inicial para controlar a doença antes da intervenção local, visando otimizar os resultados oncológicos e a qualidade de vida da paciente.
Câncer de mama triplo negativo refere-se a tumores que não expressam receptores de estrogênio (RE), receptores de progesterona (RP) e não têm superexpressão do HER2, tornando-os insensíveis a terapias hormonais e anti-HER2.
A quimioterapia neoadjuvante é indicada para reduzir o tamanho do tumor, tratar micrometástases, permitir uma cirurgia menos extensa e avaliar a resposta patológica ao tratamento, o que é um importante fator prognóstico.
Este subtipo é geralmente mais agressivo, com maior taxa de proliferação, maior risco de metástases a distância e pior prognóstico em comparação com outros subtipos, mas pode ter boa resposta à quimioterapia.
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