FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024
Juliana, de 52 anos de idade, realizou uma mamografia e uma ultrassonografia mamária de rotina. Os exames mostraram uma massa bem delimitada, com bordas irregulares, medindo 2,5 cm, no quadrante superoexterno da mama esquerda. Não foram identificadas calcificações suspeitas associadas. A ultrassonografia confirmou a presença da massa, descrevendo‑a como uma lesão hipoecoica, com fluxo vascular aumentado ao Doppler. Após uma biópsia, foi confirmado o diagnóstico de carcinoma mamário invasivo, sem outra especificação (SOE). A imuno‑histoquímica revelou que o tumor é positivo para receptores de estrogênio, negativo para receptores de progesterona, negativo para HER2 e apresenta baixa expressão do marcador de proliferação Ki‑67. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa, fundamentada nos resultados da imuno‑histoquímica e nos achados clínicos, que apresenta, correta e respectivamente, o subtipo de câncer de mama que foi identificado em Juliana e o prognóstico associado.
Câncer de mama RE+, RP-, HER2-, Ki-67 baixo → Subtipo Luminal A, bom prognóstico.
O subtipo Luminal A é caracterizado por positividade para receptores hormonais (estrogênio e/ou progesterona), negatividade para HER2 e baixa expressão do Ki-67. Este perfil indica um tumor com menor taxa de proliferação, geralmente menos agressivo e com melhor prognóstico, respondendo bem à terapia endócrina.
O câncer de mama é uma doença heterogênea, e a compreensão de seus subtipos moleculares, definidos principalmente pela imuno-histoquímica, é fundamental para o planejamento terapêutico e a determinação do prognóstico. A classificação baseia-se na expressão de receptores de estrogênio (RE), progesterona (RP), HER2 e o índice de proliferação Ki-67. Essa abordagem permite uma medicina personalizada, otimizando os resultados para as pacientes. A fisiopatologia dos subtipos reflete diferentes vias de sinalização e agressividade tumoral. O subtipo Luminal A, como no caso de Juliana (RE+, RP-, HER2-, Ki-67 baixo), é caracterizado pela dependência hormonal e baixa taxa de proliferação celular. Tumores Luminal A geralmente apresentam um crescimento mais lento, são menos agressivos e têm um prognóstico mais favorável em comparação com outros subtipos, respondendo bem à terapia endócrina. O tratamento do câncer de mama é guiado pelo subtipo. Para o Luminal A, a terapia endócrina (como tamoxifeno ou inibidores da aromatase) é a base do tratamento adjuvante, visando bloquear a sinalização hormonal que impulsiona o crescimento tumoral. A quimioterapia pode ser considerada em casos específicos, mas não é a principal modalidade devido ao baixo risco de recorrência e à boa resposta à terapia hormonal. O prognóstico é geralmente bom, com altas taxas de sobrevida livre de doença.
Os principais subtipos são Luminal A, Luminal B (HER2- ou HER2+), HER2-enriquecido e Triplo-Negativo, definidos pela expressão de receptores hormonais e HER2.
A imuno-histoquímica determina a expressão de receptores de estrogênio (RE), progesterona (RP), HER2 e Ki-67, guiando a escolha terapêutica (terapia endócrina, anti-HER2, quimioterapia) e fornecendo informações prognósticas.
O Luminal A é RE+/RP+, HER2- e Ki-67 baixo, com melhor prognóstico. O Luminal B é RE+/RP+, HER2- com Ki-67 alto, ou RE+/RP+, HER2+, sendo mais agressivo que o Luminal A.
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