HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2025
Mulher, de 55 anos de idade, está em seguimento com mastologia, após ter sido diagnosticada com câncer de mama recentemente. O laudo da biópsia revelou que o tumor é do subtipo Luminal A, com positividade para receptores hormonais e índice de proliferação celular baixo. Não há evidência de expressão de HER2. A paciente foi encaminhada para tratamento oncológico e questiona sobre o prognóstico da doença e as opções terapêuticas. Quais são as orientações corretas que devem ser dadas sobre a conduta e o prognóstico da neoplasia apresentada pela paciente?
Câncer de mama Luminal A = RE/RP+, HER2-, Ki-67 baixo → bom prognóstico, terapia endócrina.
O subtipo Luminal A de câncer de mama é caracterizado por alta expressão de receptores hormonais (estrogênio e/ou progesterona), ausência de superexpressão de HER2 e baixo índice de proliferação celular (Ki-67). Este perfil confere um prognóstico geralmente favorável e a principal abordagem terapêutica é a terapia endócrina.
A classificação molecular do câncer de mama revolucionou a compreensão e o tratamento da doença, permitindo abordagens mais personalizadas. O subtipo Luminal A é um dos mais comuns e representa uma categoria de tumores com características biológicas específicas que influenciam diretamente o prognóstico e a resposta terapêutica. Fisiopatologicamente, os tumores Luminais A são impulsionados pela sinalização hormonal, o que explica a alta expressão de receptores de estrogênio (RE) e/ou progesterona (RP). A ausência de superexpressão de HER2 e o baixo índice de proliferação celular (Ki-67 baixo) indicam um crescimento tumoral mais lento e uma menor agressividade biológica. Essa combinação de fatores confere a esses tumores um prognóstico geralmente mais favorável em comparação com outros subtipos. O tratamento para o câncer de mama Luminal A é predominantemente baseado na terapia endócrina, que visa bloquear a ação dos hormônios ou reduzir sua produção, inibindo o crescimento das células tumorais. A quimioterapia pode ser considerada em casos específicos, mas não é a principal modalidade devido à baixa proliferação. É fundamental que os residentes compreendam a importância da análise molecular para guiar as decisões terapêuticas e otimizar os resultados para as pacientes.
O câncer de mama Luminal A é definido pela alta positividade para receptores de estrogênio (RE) e/ou progesterona (RP), ausência de superexpressão de HER2 e um baixo índice de proliferação celular, geralmente avaliado pelo Ki-67.
O subtipo Luminal A é associado a um prognóstico geralmente bom, com menor risco de recorrência e maior sobrevida em comparação com outros subtipos moleculares de câncer de mama.
A principal abordagem terapêutica para o câncer de mama Luminal A é a terapia endócrina, que pode ser adjuvante ou neoadjuvante, utilizando medicamentos como tamoxifeno ou inibidores de aromatase, devido à alta expressão de receptores hormonais.
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