Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 35 anos com diagnóstico de câncer de mama receptor de estrogênio positivo está sendo considerada para terapia adjuvante. Qual é o tratamento mais adequado?
Câncer de mama ER+ → terapia hormonal adjuvante (tamoxifeno) é pilar do tratamento.
Em câncer de mama com receptores hormonais positivos (estrogênio e/ou progesterona), a terapia hormonal é fundamental na adjuvância para reduzir o risco de recorrência. O tamoxifeno é uma opção para pacientes pré e pós-menopausa, agindo como modulador seletivo do receptor de estrogênio.
O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres, e sua abordagem terapêutica depende de características moleculares do tumor. Tumores com receptores hormonais positivos (ER+/PR+) representam cerca de 70% dos casos e são sensíveis à terapia hormonal, que visa bloquear a sinalização estrogênica que impulsiona o crescimento tumoral. A identificação desses receptores é crucial para a decisão terapêutica. A terapia hormonal adjuvante é um componente essencial do tratamento para pacientes com câncer de mama receptor hormonal positivo, com o objetivo de reduzir o risco de recorrência da doença. O tamoxifeno é uma droga amplamente utilizada, atuando como um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM), eficaz tanto em mulheres pré quanto pós-menopausa. Sua ação bloqueia a proliferação celular dependente de estrogênio. A duração da terapia hormonal geralmente é de 5 a 10 anos, e a escolha da medicação (tamoxifeno vs. inibidores da aromatase) depende do status menopausal da paciente e de outros fatores de risco. O manejo dos efeitos colaterais e a adesão ao tratamento são importantes para o sucesso terapêutico e a melhoria do prognóstico.
A terapia hormonal é indicada principalmente para câncer de mama que expressa receptores de estrogênio (ER+) e/ou progesterona (PR+), independentemente do status HER2.
O tamoxifeno é um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM) que se liga aos receptores de estrogênio nas células cancerígenas, bloqueando a ação do estrogênio e inibindo o crescimento tumoral.
Além do tamoxifeno, inibidores da aromatase (como anastrozol, letrozol, exemestano) são usados em mulheres pós-menopausa, e a supressão ovariana pode ser combinada em pré-menopausa.
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