Câncer de Mama T1a: Radioterapia Pós-Cirurgia Conservadora

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024

Enunciado

Uma Paciente do sexo feminino, 62 anos, é submetida a uma cirurgia de um tumor com 0,3 cm, em que há a conservação da mama esquerda (nodulectomia). Os linfonodos axilares são negativos. Neste caso o próximo passo na terapia desta paciente é

Alternativas

  1. A) quimioterapia combinada.
  2. B) radioterapia da mama esquerda.
  3. C) nenhuma terapia adicional e observação a cada seis meses.
  4. D) mastectomia radical bilateral.
  5. E) linfonodectomia bilateral.

Pérola Clínica

Câncer de mama T1a (<0,5cm) + cirurgia conservadora + linfonodos negativos → Radioterapia adjuvante da mama.

Resumo-Chave

Mesmo em tumores pequenos (T1a, <0,5 cm) e linfonodos axilares negativos, a cirurgia conservadora da mama (nodulectomia) requer radioterapia adjuvante para reduzir o risco de recorrência local. A radioterapia é um pilar do tratamento conservador, independentemente do tamanho do tumor, para garantir o controle local da doença.

Contexto Educacional

O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres, e seu manejo tem evoluído significativamente. A cirurgia conservadora da mama (nodulectomia ou quadrantectomia) é uma opção viável para muitas pacientes, oferecendo resultados oncológicos semelhantes à mastectomia, com melhor qualidade de vida e estética. No entanto, para garantir o controle local da doença, a cirurgia conservadora é quase sempre seguida por radioterapia adjuvante. Mesmo em tumores pequenos, como o T1a (≤ 0,5 cm), e com linfonodos axilares negativos, a radioterapia pós-operatória é um componente essencial do tratamento para reduzir o risco de recorrência local. A radioterapia atua eliminando células tumorais microscópicas que podem ter permanecido na mama após a cirurgia. A omissão da radioterapia após cirurgia conservadora aumenta substancialmente a taxa de recorrência local, impactando o prognóstico a longo prazo. Além da radioterapia, o tratamento adjuvante pode incluir quimioterapia, terapia endócrina e/ou terapia anti-HER2, dependendo das características patológicas do tumor (tamanho, grau, status dos receptores hormonais e HER2) e do risco de recorrência sistêmica. A decisão terapêutica é multidisciplinar e individualizada, visando maximizar a eficácia do tratamento e minimizar os efeitos adversos.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da radioterapia adjuvante após cirurgia conservadora para câncer de mama?

A radioterapia adjuvante tem como objetivo erradicar células tumorais residuais na mama operada, reduzindo significativamente o risco de recorrência local da doença, mesmo em tumores pequenos e com margens cirúrgicas negativas.

Quais são os fatores que influenciam a decisão de realizar radioterapia adjuvante no câncer de mama?

Os principais fatores incluem o tipo de cirurgia (conservadora sempre requer), o tamanho do tumor, o status dos linfonodos axilares, as margens cirúrgicas, o subtipo molecular do tumor e a idade da paciente.

Em que situações a radioterapia pode ser omitida após cirurgia conservadora no câncer de mama?

Em casos muito selecionados, como mulheres idosas (>70 anos) com tumores pequenos, receptores hormonais positivos, linfonodos negativos e que recebem terapia endócrina adjuvante, a radioterapia pode ser considerada para omissão, mas é uma decisão individualizada.

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