IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2022
Paciente de 31 anos de idade apresenta câncer de mama ductal invasivo luminal A, diagnosticado por biópsia por agulha grossa. O tumor está em quadrante superolateral esquerdo e mede 1,7 cm. A axila é clinicamente livre. Devido à idade da paciente e às características desse tumor, indica-se:
Câncer de mama Luminal A < 2cm, axila clinicamente negativa → Quadrantectomia + BLS. Se BLS+, considerar QT + RT.
Para câncer de mama ductal invasivo Luminal A em estágio inicial (T1c, N0 clinicamente) em paciente jovem, a cirurgia conservadora (quadrantectomia) com biópsia de linfonodo sentinela (BLS) é o tratamento local inicial. Se a BLS for positiva, indica-se radioterapia adjuvante na mama e, dependendo de outros fatores de risco e idade, quimioterapia sistêmica. A hormonoterapia é padrão para Luminal A.
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres, e seu manejo é complexo, envolvendo diversas modalidades terapêuticas. A classificação molecular, como o subtipo Luminal A (Receptor de Estrogênio e/ou Progesterona positivo, HER2 negativo, baixo Ki-67), é fundamental para guiar o tratamento, pois indica sensibilidade à hormonoterapia. Para tumores em estágio inicial, como o descrito (1,7 cm, axila clinicamente livre), a abordagem cirúrgica padrão é a cirurgia conservadora da mama (quadrantectomia), associada à biópsia de linfonodo sentinela (BLS) para estadiamento axilar. A BLS é um procedimento que minimiza a morbidade axilar ao identificar se os primeiros linfonodos que drenam o tumor estão comprometidos. O tratamento adjuvante é determinado pelos achados patológicos e características da paciente. Se a BLS for positiva, indicando envolvimento linfonodal, a radioterapia adjuvante na mama remanescente é obrigatória após cirurgia conservadora. Além disso, a presença de linfonodos positivos em uma paciente jovem, mesmo com um tumor Luminal A, frequentemente leva à indicação de quimioterapia adjuvante para reduzir o risco de recorrência sistêmica. A hormonoterapia com tamoxifeno é um pilar do tratamento para tumores Luminais A, especialmente em mulheres pré-menopausa.
A BLS é crucial para o estadiamento axilar, identificando a presença de metástases nos primeiros linfonodos drenantes do tumor. Se a BLS for negativa, evita-se o esvaziamento axilar completo, reduzindo morbidades como linfedema. Se positiva, indica a necessidade de tratamento adjuvante sistêmico e/ou radioterapia regional.
Embora tumores Luminal A sejam geralmente menos agressivos e responsivos à hormonoterapia, a quimioterapia adjuvante pode ser indicada em casos de alto risco, como em pacientes jovens, com linfonodos axilares positivos, ou com características histopatológicas desfavoráveis, mesmo que o perfil molecular seja Luminal A.
As opções de tratamento local incluem a cirurgia conservadora da mama (quadrantectomia ou lumpectomia), seguida de radioterapia adjuvante, ou a mastectomia. A escolha depende do tamanho do tumor, localização, proporção mama/tumor, desejo da paciente e contraindicações à radioterapia.
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