Câncer de Mama Inicial: Guia de Terapias Sistêmicas

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

Com relação às recomendações sobre as terapias sistêmicas para o câncer de mama inicial, analise as alternativas abaixo.I. – Os fatores a serem considerados ao decidir se uma paciente deve receber quimioterapia sistêmica incluem idade, estágio, perfil de biomarcador e resultados de ensaios genômicos, com o Oncotype DX ou MammaPrint.II. – O câncer de mama com receptor hormonal positivo deve ser tratado com inibidor da aromatase adjuvante em pacientes na pós-menopausa. Em pacientes na pré-menopausa o tamoxifeno deve ser administrado ou a supressão ovariana deve ser administrada em conjunto com inibidor da aromatase em pacientes de alto risco.III. – O câncer de mama HER 2 positivo deve ser tratado com terapias direcionados ao HER2, como transtuzumabe e pertuzumabe. Sobre esta situação selecione a opção correta.

Alternativas

  1. A) As afirmativas I e II são verdadeiras. A afirmativa III é falsa.
  2. B) As afirmativas I e III são verdadeiras. A afirmativa II é falsa.
  3. C) As afirmativas II e III são verdadeiras. A afirmativa I é falsa.
  4. D) As afirmativas I, II e III são verdadeiras.
  5. E) As afirmativas I, II e III são falsas.

Pérola Clínica

Câncer de mama inicial: terapia sistêmica individualizada por idade, estágio, biomarcadores e testes genômicos (Oncotype DX, MammaPrint).

Resumo-Chave

O tratamento sistêmico do câncer de mama inicial é complexo e guiado por múltiplos fatores. A decisão sobre quimioterapia, terapia endócrina e anti-HER2 depende do perfil molecular do tumor e do status menopausal da paciente, visando otimizar o benefício e minimizar a toxicidade.

Contexto Educacional

O câncer de mama inicial é uma das neoplasias mais comuns em mulheres, e seu tratamento sistêmico é crucial para reduzir o risco de recorrência e melhorar a sobrevida. A abordagem terapêutica é altamente individualizada, baseada em características clínicas e patológicas do tumor. A estratificação de risco e a escolha da terapia são influenciadas por fatores como o status dos receptores hormonais (RH), expressão de HER2, grau histológico, tamanho do tumor, envolvimento linfonodal e idade da paciente. Testes genômicos, como Oncotype DX e MammaPrint, fornecem informações prognósticas e preditivas adicionais, auxiliando na decisão sobre a necessidade de quimioterapia adjuvante em tumores RH+ HER2-. As principais modalidades de tratamento sistêmico incluem quimioterapia, terapia endócrina (tamoxifeno, inibidores da aromatase, supressão ovariana) e terapias anti-HER2 (trastuzumabe, pertuzumabe, T-DM1). A combinação e sequência dessas terapias dependem do subtipo molecular do câncer de mama (Luminal A, Luminal B, HER2-positivo, Triplo Negativo) e do perfil de risco da paciente, visando a máxima eficácia com a menor toxicidade.

Perguntas Frequentes

Quais fatores guiam a decisão da quimioterapia no câncer de mama inicial?

A decisão é guiada por idade, estágio da doença, perfil de biomarcadores (RH, HER2) e resultados de ensaios genômicos como Oncotype DX ou MammaPrint, que avaliam o risco de recorrência.

Como a terapia endócrina difere para pacientes pré e pós-menopausa com câncer de mama RH+?

Pacientes pós-menopausa geralmente recebem inibidores da aromatase. Pacientes pré-menopausa recebem tamoxifeno, ou inibidores da aromatase em combinação com supressão ovariana em casos de alto risco.

Quais são as principais terapias direcionadas para o câncer de mama HER2 positivo?

O câncer de mama HER2 positivo é tratado com terapias anti-HER2 como trastuzumabe e pertuzumabe, frequentemente em combinação com quimioterapia, para bloquear a via de sinalização do receptor HER2.

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