CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020
Sobre o câncer de mama, assinale a afirmativa incorreta:
Câncer de mama hereditário = minoria dos casos (5-10%), BRCA1/2 ↑ risco mama e ovário.
A maioria dos casos de câncer de mama é esporádica, com apenas 5-10% tendo uma predisposição hereditária identificável. Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 são as mais conhecidas, aumentando significativamente o risco de câncer de mama (em homens e mulheres) e ovário.
O câncer de mama é uma neoplasia heterogênea, sendo a maioria dos casos (90-95%) esporádica, sem uma predisposição genética identificável. Apenas uma pequena parcela (5-10%) é classificada como hereditária, geralmente associada a síndromes genéticas específicas. É crucial para o residente compreender essa distinção para o aconselhamento genético e manejo adequado. A fisiopatologia do câncer de mama hereditário envolve mutações em genes supressores tumorais, como BRCA1 e BRCA2, que são responsáveis pela reparação do DNA. Quando esses genes estão mutados, a capacidade de reparo é comprometida, levando ao acúmulo de danos genéticos e ao aumento do risco de desenvolvimento de câncer. O diagnóstico de uma síndrome hereditária é feito através de testes genéticos em indivíduos com histórico familiar sugestivo ou características clínicas específicas. O tratamento e a prevenção em pacientes com mutações hereditárias diferem dos casos esporádicos. A mastectomia bilateral profilática e a salpingo-ooforectomia bilateral profilática são opções para reduzir o risco em portadoras de mutações BRCA1/2, mas devem ser discutidas individualmente. O rastreamento também é intensificado, com exames de imagem mais frequentes e, por vezes, iniciando em idades mais jovens.
Apenas 5-10% dos casos de câncer de mama são considerados hereditários, com uma mutação genética identificável.
Os genes BRCA1 e BRCA2 são os mais frequentemente associados, aumentando o risco de câncer de mama e ovário.
Não, a mastectomia bilateral profilática é uma opção a ser discutida individualmente com pacientes portadoras de mutações BRCA1/2, não uma indicação universal.
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