HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022
Mulher de 36 anos de idade, GIII PII 2N AI, de prole constituída, refere sua história familiar: pai faleceu por câncer de próstata aos 45 anos; tia paterna faleceu por câncer de mama aos 38 anos; avó paterna faleceu por câncer de ovário aos 65 anos. Refere que seu pai possui teste genético com mutação patogênica no gene BRCA1. Paciente demonstra preocupação e manifesta desejo de realizar mastectomia redutora de risco por receio de desenvolver CA de mama. Assinale a alternativa que apresenta a melhor abordagem para esse caso clínico.
Mutação BRCA1 paterna → 50% risco de herança para filhos(as) → Teste genético.
A mutação patogênica no gene BRCA1 confere um risco elevado de câncer de mama e ovário. Como a herança é autossômica dominante, cada filho(a) de um portador tem 50% de chance de herdar a mutação, justificando o aconselhamento e teste genético.
O câncer de mama e ovário hereditário, frequentemente associado a mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, representa uma parcela significativa dos casos. A história familiar apresentada (pai com câncer de próstata jovem, tia paterna com câncer de mama jovem, avó paterna com câncer de ovário) e a identificação de mutação BRCA1 no pai são altamente sugestivas de uma síndrome de câncer hereditário. A herança das mutações BRCA1/2 é autossômica dominante, o que significa que cada filho de um portador tem 50% de chance de herdar a mutação. Portanto, a paciente tem um risco elevado de ser portadora e deve ser oferecido o teste genético. O aconselhamento genético é fundamental para explicar os riscos, benefícios e implicações do teste. Para portadoras da mutação, as estratégias de redução de risco incluem vigilância intensificada, quimioprevenção (Tamoxifeno/Raloxifeno para câncer de mama) e cirurgias profiláticas (mastectomia redutora de risco e salpingooforectomia redutora de risco). A salpingooforectomia é particularmente importante, pois reduz o risco de câncer de ovário e, secundariamente, o de mama, devido à remoção da fonte de estrogênio. A decisão por qualquer intervenção deve ser individualizada e discutida após o resultado do teste genético.
O teste genético para BRCA1 é indicado para indivíduos com forte história familiar de câncer de mama ou ovário, especialmente se houver casos em idade jovem, câncer de mama masculino, ou múltiplos casos na mesma linhagem familiar. A identificação de uma mutação conhecida na família é uma indicação clara.
A mutação BRCA1 é herdada de forma autossômica dominante. Isso significa que cada filho de um portador da mutação tem 50% de chance de herdar a mutação, independentemente do sexo.
As opções incluem vigilância intensificada (mamografia, ressonância magnética), quimioprevenção (Tamoxifeno, Raloxifeno), e cirurgias redutoras de risco, como a mastectomia bilateral e a salpingooforectomia bilateral, que reduzem significativamente o risco de câncer de mama e ovário, respectivamente.
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