Câncer de Mama: Mutações Genéticas e Síndromes Hereditárias

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020

Enunciado

O carcinoma de mama é a segunda neoplasia maligna mais frequente na mulher, superando apenas pelo câncer de pele não melanoma. No Brasil, aproximadamente 60 mil mulheres são acometidas por câncer de mama anualmente, com taxa de mortalidade ao redor de 20%. Para que ocorra o carcinoma de mama, é necessário que haja erro genético, que pode ser herdado, através de mutações germinativas, ou adquirido ao longo da vida, em decorrência de mutações somáticas. Vários são os fatores de risco para o carcinoma que pode ser graduado em lesões graus I, II ou III, de acordo com a formação tubular, características nucleares e índice mitótico, denominado sistema de Bloom e Richardson. A classificação molecular influencia diretamente no tratamento e na avaliação prognóstica. Através da imuno-histoquímica pode-se avaliar a expressão dos receptores de estrogênio, progesterona, HER-2 (receptor tipo 2 do fator de crescimento epidermal humano) e Ki-67. Nesse sentido.

Alternativas

  1. A) a mutação do gene BRCA1-17q ou BRCA2-13q, a mutação do gene PTEN-10q e a mutação do gene TP53-17q) constituem três síndromes genéticas de maior relevância.
  2. B) o aumento do índice de massa corpórea, na pós-menopausa, contribui significativamente para a redução do risco de câncer de mama.
  3. C) a maioria dos carcinomas mamários é do tipo lobular (80%), seguido pelo carcinoma ductal (8-15%).
  4. D) o tipo LUMINAL. A expressa receptores de estrogênio e progesterona, tem amplificação do HER-2 e apresenta um Ki-67 maior que 15%.

Pérola Clínica

Mutações em BRCA1, BRCA2, PTEN e TP53 são síndromes genéticas chave no risco de câncer de mama.

Resumo-Chave

As mutações genéticas hereditárias, como as nos genes BRCA1, BRCA2, PTEN e TP53, são fatores de risco significativos para o desenvolvimento do câncer de mama, estando associadas a síndromes de predisposição hereditária. O conhecimento dessas mutações é crucial para o aconselhamento genético e estratégias de rastreamento e prevenção.

Contexto Educacional

O carcinoma de mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres, excluindo o câncer de pele não melanoma, e representa um desafio significativo na saúde pública. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais e ambientais. A compreensão dos fatores de risco e da biologia molecular é fundamental para o diagnóstico, tratamento e prevenção. A predisposição genética desempenha um papel crucial em uma parcela dos casos de câncer de mama. Mutações germinativas em genes como BRCA1 (associado à Síndrome de Câncer de Mama e Ovário Hereditário), BRCA2, PTEN (Síndrome de Cowden) e TP53 (Síndrome de Li-Fraumeni) conferem um risco significativamente aumentado de desenvolver a doença. A identificação dessas mutações permite o aconselhamento genético e a implementação de estratégias de rastreamento intensificado ou cirurgias profiláticas. A classificação molecular do câncer de mama, baseada na imuno-histoquímica (expressão de RE, RP, HER-2 e Ki-67), é essencial para guiar a terapia e estimar o prognóstico. Essa abordagem personalizada permite a escolha de tratamentos mais eficazes, como terapia hormonal para tumores RE/RP positivos, terapia anti-HER2 para tumores HER-2 positivos, e quimioterapia para tumores triplo-negativos, otimizando os resultados para as pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais genes estão mais associados ao câncer de mama hereditário?

Os genes mais frequentemente associados ao câncer de mama hereditário são BRCA1 (cromossomo 17q) e BRCA2 (cromossomo 13q). Outros genes importantes incluem PTEN (Síndrome de Cowden) e TP53 (Síndrome de Li-Fraumeni).

Como a imuno-histoquímica auxilia na classificação do câncer de mama?

A imuno-histoquímica avalia a expressão de receptores de estrogênio (RE), progesterona (RP), HER-2 e o índice de proliferação Ki-67, permitindo a classificação molecular dos tumores (Luminal A, Luminal B, HER-2 enriquecido, Triplo Negativo), o que guia o tratamento e o prognóstico.

O que são os tipos Luminal A e Luminal B no câncer de mama?

Os tipos Luminal A e B são subtipos moleculares de câncer de mama que expressam receptores hormonais (RE/RP positivos). O Luminal A geralmente tem baixo Ki-67 e é HER-2 negativo, com melhor prognóstico. O Luminal B pode ter alto Ki-67 e/ou ser HER-2 positivo, com prognóstico intermediário.

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