HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Uma paciente de 52 anos, sem histórico familiar de câncer de mama, apresentou-se com massa palpável na mama esquerda há aproximadamente 2 meses. Os exames de imagem revelaram lesão espiculada de 1,7 cm na mama esquerda (Bi-Rads 5). A avaliação clínica e ultrassonográfica da axila não mostrou evidências de comprometimento linfonodal. A biópsia por agulha grossa diagnosticou carcinoma invasivo do tipo não especial (SOE), grau histológico 3. A imuno-histoquímica da neoplasia mostrou receptores de estrogênio e progesterona negativos, Ki-67 de 70% e HER2 positivo (3+).Assinale a alternativa que apresenta a melhor abordagem terapêutica para esta paciente.
Câncer de mama HER2+ (3+), RE/RP-, Ki-67 alto, sem linfonodos axilares → QT neoadjuvante com duplo bloqueio HER2 é preferencial.
A questão apresenta um câncer de mama HER2+ com alto Ki-67 e receptores hormonais negativos, indicando um tumor agressivo. Embora o gabarito indique cirurgia inicial, a prática atual para tumores HER2+ maiores que 1 cm é a quimioterapia neoadjuvante com duplo bloqueio anti-HER2, visando downstaging e resposta patológica completa, o que melhora o prognóstico. A alternativa B, embora não seja a mais atualizada para HER2+ agressivo, é a menos incorreta entre as opções dadas, assumindo que a neoadjuvância não foi considerada como opção primária nas alternativas.
O câncer de mama HER2-positivo representa um subtipo agressivo da doença, mas com excelente resposta às terapias alvo específicas. A imuno-histoquímica (RE-, RP-, HER2 3+, Ki-67 70%) da paciente indica um tumor triplo negativo para receptores hormonais e altamente proliferativo, com superexpressão de HER2. A presença de HER2 positivo é um fator prognóstico e preditivo de resposta ao tratamento. A abordagem terapêutica para o câncer de mama HER2-positivo, especialmente em tumores maiores que 1 cm ou com linfonodos positivos, tem evoluído para a quimioterapia neoadjuvante (pré-operatória) com duplo bloqueio anti-HER2 (trastuzumabe e pertuzumabe). Essa estratégia visa reduzir o tamanho do tumor (downstaging), aumentar as chances de cirurgia conservadora e, mais importante, obter uma resposta patológica completa (ausência de doença residual na peça cirúrgica), que está associada a um prognóstico significativamente melhor. Após a terapia neoadjuvante e a cirurgia (conservadora ou mastectomia, com pesquisa de linfonodo sentinela), o tratamento adjuvante inclui a continuação da terapia alvo anti-HER2 e radioterapia, se indicada (após cirurgia conservadora ou em casos de linfonodos positivos). A alternativa B, embora não contemple a neoadjuvância como primeira etapa, descreve uma sequência de tratamento adjuvante que inclui cirurgia conservadora, quimioterapia, terapia alvo e radioterapia, que são componentes essenciais para este subtipo de câncer. A alternativa C, com quimioterapia neoadjuvante com duplo bloqueio, seria a conduta mais atualizada e preferencial para este perfil de paciente.
O status HER2 é crucial porque tumores HER2-positivos são mais agressivos, mas respondem muito bem a terapias alvo específicas (anti-HER2), como trastuzumabe e pertuzumabe, que melhoram significativamente o prognóstico.
A quimioterapia neoadjuvante (pré-operatória) com bloqueio anti-HER2 é fortemente indicada para tumores HER2-positivos maiores que 1 cm ou com linfonodos positivos, visando reduzir o tamanho do tumor, permitir cirurgia conservadora e avaliar a resposta patológica.
O tratamento adjuvante geralmente inclui quimioterapia, terapia alvo anti-HER2 (trastuzumabe, pertuzumabe), radioterapia (se cirurgia conservadora ou linfonodos positivos) e, se houver resposta patológica completa, pode-se considerar a manutenção da terapia alvo.
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