UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Grávida de 31 anos, com gestação de 34 semanas, notou nódulo de mama esquerda há 1 semana. Ao exame físico, foi observado nódulo endurecido de 1 cm de diâmetro e linfonodo axilar endurecido, móvel, medindo 2 cm. A biópsia percutânea mamária confirmou tratar-se de carcinoma ductal invasivo indiferenciado. A conduta proposta deverá ser:
Câncer de mama na gravidez (34 sem): Mastectomia + esvaziamento axilar, antecipação do parto, quimioterapia e radioterapia pós-parto.
O manejo do câncer de mama na gravidez requer uma abordagem multidisciplinar, equilibrando o tratamento materno com a segurança fetal. Em gestações avançadas (34 semanas), a antecipação do parto é frequentemente considerada para permitir o tratamento oncológico completo, que pode incluir cirurgia (mastectomia com esvaziamento axilar), quimioterapia e radioterapia, esta última geralmente pós-parto.
O câncer de mama na gravidez é uma condição desafiadora que exige uma abordagem multidisciplinar e individualizada, considerando a saúde da mãe e do feto. O diagnóstico é frequentemente atrasado devido às alterações fisiológicas da mama durante a gestação, o que pode levar a um estágio mais avançado da doença no momento da descoberta. O carcinoma ductal invasivo é o tipo histológico mais comum. A conduta terapêutica deve ser planejada com base na idade gestacional, no tipo e estágio do tumor. No caso de uma gestante de 34 semanas com carcinoma ductal invasivo e linfonodo axilar comprometido, a prioridade é o tratamento oncológico eficaz. A cirurgia (mastectomia com esvaziamento axilar) é a primeira etapa, pois o linfonodo axilar endurecido e móvel sugere comprometimento. A antecipação do parto é crucial para permitir o início da quimioterapia e, posteriormente, da radioterapia, que são essenciais para o controle da doença e não podem ser administradas durante a gestação avançada sem riscos significativos ao feto. Para residentes, é fundamental entender que a radioterapia é contraindicada durante a gravidez e a quimioterapia, embora possa ser administrada no segundo e terceiro trimestres, pode ter seus regimes otimizados após o parto. A decisão de antecipar o parto deve ser cuidadosamente ponderada, considerando a maturidade fetal e a urgência do tratamento materno. O manejo envolve oncologistas, obstetras, radioterapeutas e neonatologistas para garantir os melhores resultados para mãe e bebê.
No terceiro trimestre, a cirurgia para câncer de mama geralmente envolve mastectomia com esvaziamento axilar, especialmente se houver linfonodos comprometidos. A biópsia do linfonodo sentinela pode ser considerada, mas o esvaziamento axilar é preferível se houver evidência clínica de metástase axilar.
A antecipação do parto é indicada quando a gestação atinge uma idade gestacional segura para o feto (geralmente a partir de 34-36 semanas) e o tratamento oncológico materno, como quimioterapia ou radioterapia, não pode ser adiado ou é contraindicado durante a gravidez.
A quimioterapia pode ser administrada no segundo e terceiro trimestres da gravidez com relativa segurança, evitando o primeiro trimestre devido ao risco de teratogenicidade. A radioterapia e a terapia hormonal são geralmente contraindicadas durante toda a gestação e são postergadas para o pós-parto.
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