UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
O câncer de mama é a neoplasia maligna que mais mata mulheres no Brasil e no mundo e a segunda mais frequente na população feminina. Na gestação, é relativamente raro e seu prognóstico costuma ser pior devido à agressividade tumoral associada ao diagnóstico e ao tratamento mais tardio. Sobre essa patologia, na gestação, assinale a alternativa correta.
Câncer de mama na gestação: evitar azul patente para LS devido a risco fetal e anafilaxia.
O uso do azul patente para biópsia de linfonodo sentinela é contraindicado na gestação devido ao risco de anafilaxia materna e potencial toxicidade fetal. A decisão terapêutica deve sempre ponderar os riscos e benefícios para mãe e feto, buscando minimizar a exposição a agentes teratogênicos.
O câncer de mama na gestação é uma condição rara, mas de prognóstico geralmente pior devido ao diagnóstico tardio e à agressividade tumoral. Sua incidência tem aumentado com o adiamento da maternidade. É crucial um manejo multidisciplinar para otimizar os resultados maternos e fetais, considerando as particularidades fisiológicas da gravidez. O diagnóstico pode ser atrasado pela dificuldade de palpação de nódulos em mamas ingurgitadas e pela relutância em realizar exames de imagem. O estadiamento deve ser adaptado para minimizar a exposição fetal à radiação, priorizando ultrassonografia e ressonância magnética. A biópsia excisional ou por agulha grossa é segura. O tratamento cirúrgico, como a mastectomia, é seguro em qualquer trimestre. A quimioterapia pode ser administrada no segundo e terceiro trimestres, mas a radioterapia é contraindicada. O azul patente para biópsia de linfonodo sentinela deve ser evitado devido ao risco de anafilaxia e toxicidade fetal, sendo o tecnécio-99m uma alternativa mais segura.
A radioterapia é contraindicada em todos os trimestres. O azul patente para linfonodo sentinela deve ser evitado. A quimioterapia é geralmente evitada no primeiro trimestre.
O estadiamento deve priorizar métodos sem radiação ionizante, como ultrassonografia de abdome e ressonância magnética sem contraste. Radiografias com proteção abdominal podem ser consideradas em casos específicos.
Sim, a quimioterapia pode ser considerada no segundo e terceiro trimestres da gestação, após avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios, utilizando esquemas seguros para o feto.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo