Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Gestante, 32 semanas, apresentou um nódulo de 4 cm em mama direita. Realizou a biópsia que confirmou carcinoma invasivo de tipo não especial. Realizou a mastectomia da mama direita na 34ª semana de gestação e tem indicação de quimioterapia adjuvante. O momento ideal para o início da terapêutica:
Câncer de mama na gestação com QT adjuvante → Iniciar pós-parto, com antecipação do parto se necessário.
Em casos de câncer de mama na gestação com indicação de quimioterapia adjuvante, o tratamento deve ser iniciado no pós-parto. A antecipação do parto pode ser considerada para permitir o início precoce da quimioterapia, especialmente se a gestação estiver próxima do termo e a condição clínica da mãe exigir.
O câncer de mama na gestação é uma condição rara, mas desafiadora, definida como o diagnóstico de câncer de mama durante a gravidez ou no primeiro ano pós-parto. O manejo exige uma abordagem multidisciplinar que equilibre o tratamento oncológico materno com a segurança e o bem-estar fetal. O diagnóstico pode ser atrasado devido às mudanças fisiológicas da mama na gravidez, o que pode impactar o estadiamento e o prognóstico. A cirurgia, como a mastectomia, é geralmente considerada segura em qualquer trimestre da gestação. No entanto, a quimioterapia adjuvante apresenta maiores desafios. A maioria dos agentes quimioterápicos é teratogênica, especialmente no primeiro trimestre, onde são absolutamente contraindicados. No segundo e terceiro trimestres, alguns regimes podem ser administrados com relativa segurança, mas o risco de complicações fetais (restrição de crescimento, prematuridade, mielossupressão neonatal) ainda existe. Para a quimioterapia adjuvante, a recomendação geral é adiar o início para o período pós-parto, a fim de evitar a exposição fetal e permitir a recuperação materna do parto. Em situações onde a doença é agressiva ou o tratamento não pode ser postergado, a antecipação do parto pode ser uma opção, especialmente se a gestação estiver em idade gestacional avançada (por exemplo, a partir de 34 semanas), para permitir o início precoce da quimioterapia com menor risco para o recém-nascido. A decisão deve ser individualizada, considerando o tipo e estágio do câncer, a idade gestacional e as preferências da paciente.
A quimioterapia é geralmente evitada no primeiro trimestre devido ao risco teratogênico. No segundo e terceiro trimestres, alguns regimes podem ser considerados, mas com cautela e avaliação individualizada dos riscos e benefícios.
O momento ideal para iniciar a quimioterapia adjuvante é no pós-parto. Em alguns casos, pode-se antecipar o parto para permitir o início mais rápido do tratamento quimioterápico.
A antecipação do parto é considerada para otimizar o tratamento materno, especialmente se a gestação estiver próxima do termo (a partir de 34-36 semanas) e a condição oncológica exigir início imediato da quimioterapia, minimizando riscos para o feto.
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