Câncer de Mama: Fatores de Risco e Classificação Molecular

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015

Enunciado

O cancêr de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, sendo a maior causa de mortalidade entre as brasileiras. Responde por 22% dos novos casos de câncer a cada ano. Considerando os dados epidemiológicos, fatores de risco, achados radiológicos e sua classificação de acordo com os achados de biologia molecular, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) A mamografia é o exame de escolha para realizar o rastreamento do câncer de mama e, para todo laudo mamográfico com a classificação de BIRADS categoria III, deve-se realizar investigação histopatológica.
  2. B) Dentre os grupos de maior risco estão as mulheres com menarca tardia e menopausa precoce, as que fazem uso de anticoncepção hormonal oral e mulheres com baixo índice de massa corporal.
  3. C) Para a escolha do tratamento sistêmico, devemos realizar estudo imuno-histoquímico dos tumores da mama. O que melhor responde a terapêutica é o subtipo Luminal A, que apresenta receptor de estrogênio e progesterona positivo, HER-2 positivo e índice de proliferação Ki67 abaixo de 14%.
  4. D) O câncer de mama tem uma prevalência maior em classes sociais menos elevadas, mulheres grandes multíparas e nas que vivem em zona rural.
  5. E) Mulheres com alterações na mutação do gene BRCA1 têm um risco em torno de 20% de desenvolver o câncer de mama e quanto maior o número de filhos, maior o risco.

Pérola Clínica

BRCA1/2 ↑ risco câncer de mama; Luminal A = RE/RP+, HER2-, Ki67 baixo.

Resumo-Chave

O câncer de mama é multifatorial, com fatores de risco genéticos (BRCA1/2) e ambientais. A classificação molecular (Luminal A, B, HER2-enriquecido, Triplo Negativo) é crucial para definir o prognóstico e o tratamento sistêmico. Mamografia é o rastreamento, mas BIRADS III requer seguimento, não biópsia imediata.

Contexto Educacional

O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres e a principal causa de mortalidade por câncer nesse grupo no Brasil. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo uma complexa interação entre fatores genéticos, hormonais e ambientais. O rastreamento mamográfico é a principal ferramenta para detecção precoce, sendo recomendado para mulheres a partir de certa idade, conforme diretrizes nacionais e internacionais. Os fatores de risco incluem idade avançada, história familiar de câncer de mama, mutações genéticas (especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2, que conferem um risco significativamente aumentado), menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade ou primeira gestação em idade avançada, uso de terapia hormonal e obesidade pós-menopausa. A multiparidade e a amamentação são consideradas fatores protetores. A classificação molecular dos tumores de mama (Luminal A, Luminal B, HER2-enriquecido e Triplo Negativo) é fundamental para a escolha do tratamento sistêmico e para o prognóstico, sendo baseada na expressão de receptores hormonais (estrogênio e progesterona), HER2 e Ki67. O tratamento do câncer de mama é multimodal, incluindo cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo, selecionadas de acordo com o estágio da doença e o perfil molecular do tumor. O entendimento desses aspectos é crucial para a prática clínica e para a tomada de decisões terapêuticas individualizadas, visando otimizar os resultados e a qualidade de vida das pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o câncer de mama?

Fatores de risco incluem idade avançada, história familiar, mutações genéticas (BRCA1/2), menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade ou primeira gestação tardia, uso de terapia de reposição hormonal combinada, obesidade pós-menopausa e consumo de álcool.

Como a classificação molecular influencia o tratamento do câncer de mama?

A classificação molecular (Luminal A, Luminal B, HER2-enriquecido, Triplo Negativo) é crucial para guiar o tratamento sistêmico. Por exemplo, tumores Luminal A respondem bem à hormonioterapia, enquanto tumores HER2-enriquecidos necessitam de terapia anti-HER2 e tumores Triplo Negativos são tratados com quimioterapia.

O que significa a classificação BIRADS III na mamografia?

BIRADS III indica um achado provavelmente benigno, com uma chance de malignidade inferior a 2%. A conduta recomendada é o controle mamográfico em curto prazo (geralmente 6 meses), e não a investigação histopatológica imediata, a menos que haja mudanças ou outras preocupações clínicas.

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