UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023
Mulher, 56a, comparece à Unidade Básica de Saúde com queixa de aparecimento de nódulo mamário à direita, indolor, há dois meses. Exame físico: mamas simétricas, sem abaulamentos ou retrações; alteração de textura da pele com hiperemia e edema em quadrante superior direito (QSD) de mama direita (D). Palpa-se nódulo endurecido e mal delimitado de 2cm em QSD de mama D, axila D com linfonodo palpável de 1cm endurecido e fossas supraclaviculares livres. A CONDUTA É INDICAR:
Nódulo mamário + alterações cutâneas + linfonodo axilar → Alta suspeita de câncer de mama; Mamografia é o 1º passo diagnóstico.
A presença de nódulo mamário endurecido e mal delimitado, associado a alterações cutâneas como hiperemia e edema (sinal de casca de laranja ou inflamação), e linfonodo axilar palpável, sugere fortemente um carcinoma mamário avançado. A mamografia é o exame inicial e fundamental para a orientação diagnóstica, mesmo em casos com alta suspeita clínica.
O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres, excluindo os tumores de pele não melanoma, e a principal causa de morte por câncer na população feminina. A detecção precoce é fundamental para o sucesso do tratamento e melhora do prognóstico. A apresentação clínica com nódulo palpável, alterações cutâneas e linfonodos axilares é altamente sugestiva de doença avançada. A avaliação de um nódulo mamário suspeito deve seguir uma abordagem sistemática. O exame físico detalhado é o ponto de partida, buscando características como consistência, mobilidade, limites, tamanho e a presença de alterações associadas na pele ou axila. A idade da paciente (56 anos) também aumenta a probabilidade de malignidade. A mamografia é o principal método de imagem para a avaliação diagnóstica do câncer de mama. Ela permite identificar microcalcificações, assimetrias e massas, além de auxiliar na localização e caracterização da lesão. Em casos como o descrito, a mamografia não é apenas um rastreamento, mas uma ferramenta essencial para orientar a biópsia e o estadiamento inicial da doença, sendo a conduta mais adequada para iniciar a investigação diagnóstica.
Sinais de alerta incluem nódulo mamário palpável (indolor ou doloroso), alterações na pele da mama (retração, edema, hiperemia, ulceração), secreção papilar sanguinolenta, inversão do mamilo e linfonodos axilares palpáveis.
A mamografia de rastreamento é realizada em mulheres assintomáticas para detectar lesões subclínicas. A mamografia diagnóstica é indicada quando há sintomas ou achados suspeitos no exame físico ou em outro exame de imagem, para investigar a causa.
A ultrassonografia é útil para diferenciar lesões císticas de sólidas e avaliar mamas densas. A ressonância magnética é reservada para estadiamento, avaliação de mamas com implantes, rastreamento em alto risco e pesquisa de tumor primário oculto.
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