Câncer de Mama Contralateral: Tratamento Local e Abordagem

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 68 anos, tratada de câncer de mama esquerda há 8 anos. Foi submetida à cirurgia conservadora, radioterapia adjuvante e utilizou tamoxifeno por 60 meses. Em mamografia de rotina foi encontrado uma lesão nodular de 0,5 cm de diâmetro B1- RADS® 5 no quadrante superolateral da mama direita. A biópsia percutânea confirmou carcinoma ductal invasor grau 2 do subtipo triplo negativo. A axila e fossa supraclavicular estão livres. Ultrassonografia da axila direita sem alterações. Não há sinais radiológicos ou clínicos de recorrência local na mama esquerda. Qual o tratamento local mais adequado?

Alternativas

  1. A) Quadrantectomia + linfadenectomia axilar + radioterapia.
  2. B) Mastectomia radical modificada + linfadenectomia axilar.
  3. C) Setorectomia + biópsia do linfonodo sentinela + radioterapia.
  4. D) Mastectomia radical modificada + biópsia do linfonodo sentinela.

Pérola Clínica

Câncer de mama contralateral triplo negativo sem linfonodos acometidos → Setorectomia + biópsia de sentinela + radioterapia.

Resumo-Chave

Em casos de câncer de mama primário contralateral, a abordagem cirúrgica local é guiada pelas características do novo tumor. Para lesões pequenas e axila clinicamente negativa, a cirurgia conservadora (setorectomia) com biópsia do linfonodo sentinela é a opção padrão, seguida de radioterapia adjuvante.

Contexto Educacional

O câncer de mama contralateral representa um novo desafio diagnóstico e terapêutico em pacientes com histórico de câncer de mama. Sua incidência varia, mas é crucial diferenciá-lo de metástases ou recidivas. A importância clínica reside na necessidade de um estadiamento completo e tratamento individualizado, como se fosse um primeiro tumor primário. A fisiopatologia envolve fatores genéticos e ambientais, e o diagnóstico precoce é feito principalmente por mamografia de rotina. A suspeita deve surgir em pacientes com lesões novas na mama oposta. O tratamento local para câncer de mama contralateral sem acometimento axilar, especialmente em tumores pequenos, geralmente envolve cirurgia conservadora (setorectomia) seguida de biópsia do linfonodo sentinela para estadiamento axilar. A radioterapia adjuvante é padrão após cirurgia conservadora para reduzir o risco de recorrência. O prognóstico depende do estágio e subtipo do novo tumor.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre câncer de mama contralateral e recidiva ipsilateral?

O câncer de mama contralateral é um novo tumor primário que surge na mama oposta àquela previamente afetada, enquanto a recidiva ipsilateral é o retorno da doença na mesma mama.

Quando a biópsia do linfonodo sentinela é indicada no câncer de mama contralateral?

A biópsia do linfonodo sentinela é indicada quando a axila está clinicamente negativa, para avaliar o status linfonodal e guiar a necessidade de esvaziamento axilar ou radioterapia.

Qual o papel da radioterapia adjuvante após cirurgia conservadora para câncer de mama?

A radioterapia adjuvante é fundamental após cirurgia conservadora para reduzir o risco de recorrência local na mama, independentemente do subtipo tumoral.

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