HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
O câncer de mama representa cerca de um terço de todos os cânceres em mulheres. Qual a alternativa correta?
Câncer de mama: 20-30% dos casos têm história familiar positiva, mas a maioria é esporádica.
Embora a história familiar seja um fator de risco importante para o câncer de mama, a maioria dos casos (70-80%) ocorre em mulheres sem história familiar conhecida, e apenas uma minoria (5-10%) está associada a mutações genéticas hereditárias.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, excluindo os tumores de pele não melanoma, representando uma importante questão de saúde pública. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo uma complexa interação entre fatores genéticos, hormonais e ambientais. A história familiar é um fator de risco reconhecido, e a alternativa correta destaca que 20 a 30% das mulheres com câncer de mama têm história familiar positiva. No entanto, é crucial entender que a maioria dos casos (70-80%) é esporádica, sem uma história familiar evidente, e apenas uma pequena parcela (5-10%) é atribuível a mutações genéticas hereditárias de alto risco, como nos genes BRCA1 e BRCA2. Para residentes, é fundamental conhecer os fatores de risco (idade, menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade, obesidade, consumo de álcool, terapia de reposição hormonal), as vias de disseminação (principalmente linfática e hematogênica) e as diretrizes de rastreamento por mamografia. O rastreamento precoce é a principal estratégia para reduzir a mortalidade, e a educação sobre o autoexame e o exame clínico das mamas complementam essa abordagem.
Idade avançada, história familiar, mutações genéticas (BRCA1/2), exposição prolongada a estrogênio (menarca precoce, menopausa tardia, terapia hormonal), obesidade, consumo de álcool e sedentarismo.
A via de disseminação mais comum é linfática, para os linfonodos axilares, seguida pela via hematogênica para órgãos distantes como ossos, pulmões, fígado e cérebro.
O Ministério da Saúde recomenda mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 69 anos. Sociedades médicas podem recomendar iniciar mais cedo (a partir dos 40 anos) e anualmente para algumas pacientes de risco.
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