UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2023
Sobre o câncer de mama assinale a alternativa incorreta.
Rastreamento câncer de mama: Mamografia é padrão-ouro; RM é para alto risco ou estadiamento, não diagnóstico primário preferencial.
A mamografia é o principal método de rastreamento e diagnóstico inicial do câncer de mama na população geral. A ressonância magnética (RM) é um exame complementar, reservado para mulheres de alto risco, estadiamento ou avaliação de lesões específicas, não sendo preferível à mamografia para o diagnóstico inicial.
O câncer de mama é uma das neoplasias mais comuns entre mulheres, sendo a segunda causa de morte por câncer no sexo feminino no Brasil. O rastreamento precoce é fundamental para a redução da mortalidade, e a mamografia é o método de escolha para a detecção em mulheres assintomáticas, geralmente a partir dos 40 ou 50 anos, dependendo das diretrizes. A fisiopatologia do câncer de mama envolve mutações genéticas, como no gene BRCA1, que aumentam significativamente o risco de desenvolvimento da doença. O diagnóstico precoce permite tratamentos mais eficazes e menos invasivos. A mamografia tem sensibilidade e especificidade que variam com a idade e densidade mamária, sendo mais eficaz em mamas com menor densidade. O tratamento do câncer de mama é multimodal, incluindo cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal e terapia-alvo, dependendo do tipo histológico, estadiamento e características moleculares do tumor. A ressonância magnética mamária é uma ferramenta valiosa em situações específicas, como estadiamento pré-operatório, avaliação de implantes ou rastreamento em pacientes de alto risco, mas não substitui a mamografia como exame de rotina.
Os principais métodos de rastreamento são a mamografia para a população geral e, em casos de alto risco (como mutação BRCA), a ressonância magnética pode ser adicionada como método complementar.
A ressonância magnética é um exame complementar, utilizada para estadiamento, avaliação de lesões específicas ou rastreamento em pacientes de alto risco, não sendo o método de escolha para o diagnóstico inicial na população geral.
A sensibilidade da mamografia é maior em mulheres mais velhas devido à involução glandular e maior proporção de tecido adiposo, que facilita a detecção de lesões. Em mulheres jovens, a mama densa pode reduzir a sensibilidade.
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