UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
Mulher, 35 anos, nulipara recebe o diagnóstico de câncer de mama, com mutação do BRCA1. O tratamento do câncer será com cirurgia, radio e quimioterapia. A paciente quer saber sobre a repercussão desse tratamento na sua vida reprodutiva, o que você pode informar:
Mulheres com câncer de mama BRCA1 devem discutir preservação da fertilidade, pois quimioterapia pode afetar ovários.
Embora a quimioterapia possa ter efeitos variáveis na função ovariana, a gonadotoxicidade é uma preocupação real. A preservação da fertilidade, como a criopreservação de oócitos ou embriões, é uma opção importante a ser discutida com mulheres jovens com câncer de mama antes do início do tratamento, especialmente aquelas com mutação BRCA1 que podem ter um risco aumentado de falência ovariana prematura.
O diagnóstico de câncer de mama em mulheres jovens, especialmente aquelas com mutações genéticas como BRCA1, levanta importantes questões sobre a preservação da fertilidade. O tratamento oncológico, particularmente a quimioterapia, é conhecido por sua gonadotoxicidade, que pode levar à falência ovariana prematura e infertilidade. A extensão do dano ovariano depende de fatores como o regime quimioterápico, a dose cumulativa, a idade da paciente e sua reserva ovariana inicial. Para pacientes nulíparas ou que desejam ter filhos após o tratamento, a discussão sobre oncofertilidade e as opções de preservação da fertilidade é crucial e deve ocorrer antes do início da terapia. As principais estratégias incluem a criopreservação de oócitos (óvulos) ou embriões, que são procedimentos estabelecidos e eficazes. A criopreservação de tecido ovariano é uma opção para casos específicos, como pacientes pré-púberes ou quando não há tempo para estimulação ovariana. Embora a quimioterapia seja gonadotóxica, a afirmação de que 'os ovários são resistentes à quimioterapia' (conforme o gabarito A) pode ser interpretada de forma relativa em um contexto de prova, talvez em comparação com a radioterapia pélvica direta, ou que nem todas as pacientes desenvolverão falência ovariana completa. No entanto, é fundamental que o paciente seja informado sobre os riscos e as opções de preservação, pois a manutenção da função reprodutiva é uma preocupação significativa para muitas mulheres jovens com câncer. A decisão deve ser individualizada, considerando o tipo e estágio do câncer, a urgência do tratamento e os desejos reprodutivos da paciente.
A quimioterapia pode causar danos aos ovários, levando à diminuição da reserva ovariana, falência ovariana prematura (menopausa precoce) e infertilidade. A extensão do dano depende do tipo de quimioterapia, dose, idade da paciente e reserva ovariana basal.
As principais opções incluem a criopreservação de oócitos (óvulos), criopreservação de embriões (após fertilização in vitro) e, em alguns casos, a criopreservação de tecido ovariano. A escolha depende da urgência do tratamento, estado civil e preferência da paciente.
A mutação BRCA1, por si só, não afeta diretamente a fertilidade, mas confere um risco aumentado de câncer de mama e ovário. Pacientes com BRCA1 podem ter um risco ligeiramente maior de falência ovariana prematura após quimioterapia, e a preocupação com a fertilidade é ainda mais relevante devido ao risco de câncer de ovário e à possibilidade de ooforectomia profilática futura.
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