FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2022
Quando uma mulher consulta seu ginecologista, alguns dados da anamnese podem ser identificados como indicativos de maior risco para câncer de mama.Assinale a alternativa que apresenta a condição que mais tem relação com essa doença.
Nuliparidade e menarca precoce ↑ risco de câncer de mama; amamentação e menarca tardia ↓ risco.
A nuliparidade é um fator de risco bem estabelecido para câncer de mama, pois a ausência de gestações a termo e partos significa maior exposição estrogênica ao longo da vida reprodutiva da mulher.
O câncer de mama é uma das neoplasias mais comuns entre as mulheres, e a identificação de fatores de risco durante a anamnese ginecológica é crucial para a estratificação de risco e o rastreamento adequado. Compreender esses fatores é essencial para a prática clínica e para as provas de residência. Entre os fatores de risco, a nuliparidade (nunca ter tido filhos ou não ter tido uma gestação a termo) é um dos mais significativos. Mulheres nulíparas têm maior exposição cumulativa a estrogênios endógenos, que são promotores do crescimento de células mamárias. Outros fatores importantes incluem a menarca precoce (início da menstruação antes dos 12 anos) e a menopausa tardia (após os 55 anos), que também prolongam o período de exposição hormonal. Por outro lado, a amamentação prolongada e a menarca tardia são fatores protetores. A amamentação induz a diferenciação das células mamárias e reduz a exposição hormonal, diminuindo o risco. O uso de contraceptivos orais, embora por vezes associado a um pequeno aumento de risco, é um tema controverso e o risco é geralmente considerado baixo em comparação com outros fatores.
A nuliparidade aumenta o risco de câncer de mama porque a mulher não passa pelas alterações hormonais e diferenciação mamária que ocorrem durante a gestação e amamentação, resultando em maior exposição estrogênica e menos proteção tecidual.
A menarca precoce (início da menstruação antes dos 12 anos) está associada a um maior risco de câncer de mama devido a um período mais longo de exposição aos estrogênios endógenos ao longo da vida reprodutiva da mulher.
Sim, a amamentação prolongada é um fator protetor contra o câncer de mama. O tempo de amamentação está inversamente relacionado ao risco, pois induz a diferenciação das células mamárias e reduz a exposição hormonal.
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