HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2022
Mulher, 45 anos de idade, sedentária, realizou mamoplastia aos 35 anos de idade. Tem piercing em mamilo e histórico de trauma automobilístico com lesão torácica. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é considerado fator comportamental para aumento do risco de câncer de mama:
Sedentarismo (<150 min/sem atividade moderada) é fator comportamental para câncer de mama.
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) enfatiza fatores comportamentais modificáveis no risco de câncer de mama. O sedentarismo, definido como menos de 150 minutos de atividade física moderada por semana, é um importante fator de risco.
O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres, excluindo o câncer de pele não melanoma, e representa um grave problema de saúde pública. A compreensão dos fatores de risco é essencial para a prevenção primária e secundária, sendo um tema recorrente em provas de residência e crucial na prática clínica. Os fatores de risco podem ser divididos em modificáveis (comportamentais) e não modificáveis (genéticos, reprodutivos). O Instituto Nacional do Câncer (INCA) enfatiza a importância dos fatores comportamentais, como o sedentarismo, que contribuem significativamente para o aumento da incidência da doença. A inatividade física está associada à obesidade, resistência à insulina e alterações hormonais, que são mecanismos fisiopatológicos que podem promover o desenvolvimento do câncer. A promoção de um estilo de vida saudável, incluindo a prática regular de atividade física (mínimo de 150 minutos de intensidade moderada por semana), é uma estratégia eficaz de prevenção primária. Residentes devem estar aptos a orientar seus pacientes sobre esses fatores e a importância da detecção precoce através do rastreamento mamográfico.
Os principais fatores comportamentais incluem sedentarismo, obesidade, consumo de álcool, tabagismo, exposição a hormônios exógenos e dieta inadequada.
A atividade física regular ajuda a manter um peso saudável, reduz a exposição a estrogênios endógenos, melhora a função imunológica e diminui a inflamação crônica, todos fatores que contribuem para a redução do risco.
Não há evidências científicas robustas que comprovem que cirurgias plásticas mamárias (como mamoplastia) ou o uso de piercings no mamilo aumentem diretamente o risco de desenvolver câncer de mama.
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