UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Existem fatores de risco bem estabelecidos para câncer de mama. Dentre as opções abaixo, qual não representa fator de risco?
Multiparidade → fator PROTETOR para câncer de mama, não de risco.
A multiparidade (ter múltiplos filhos) é considerada um fator protetor contra o câncer de mama, especialmente se a primeira gestação ocorrer em idade jovem, ao contrário da nuliparidade ou primiparidade tardia, que são fatores de risco.
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres, excluindo os tumores de pele não melanoma, e sua incidência tem aumentado globalmente. A identificação e compreensão dos fatores de risco são cruciais para a prevenção, rastreamento e aconselhamento de pacientes. Os fatores de risco para câncer de mama são diversos e podem ser divididos em modificáveis e não modificáveis. Entre os não modificáveis estão a idade avançada, sexo feminino, história familiar e pessoal de câncer de mama, e certas mutações genéticas (BRCA1/BRCA2). Fatores hormonais e reprodutivos desempenham um papel significativo: nuliparidade (nunca ter tido filhos) e primiparidade tardia (primeira gestação após os 30-35 anos) aumentam o risco devido à maior exposição cumulativa a estrogênios. Em contraste, a multiparidade (ter múltiplos filhos), especialmente se a primeira gestação ocorrer em idade jovem, é considerada um fator protetor. Acredita-se que as alterações hormonais e morfológicas que ocorrem na mama durante a gestação e lactação confiram uma proteção contra o desenvolvimento de células malignas. Outros fatores de risco incluem hiperplasia atípica prévia, densidade mamária elevada, obesidade pós-menopausa e consumo de álcool. Residentes devem dominar esses conceitos para uma prática clínica eficaz.
Fatores hormonais incluem menarca precoce, menopausa tardia, terapia de reposição hormonal combinada e nuliparidade ou primeira gestação após os 30-35 anos, que prolongam a exposição estrogênica.
Ter um parente de primeiro grau (mãe, irmã, filha) com câncer de mama, especialmente se diagnosticado em idade jovem ou bilateral, aumenta significativamente o risco devido à possível predisposição genética.
A hiperplasia atípica (ductal ou lobular) é uma lesão proliferativa benigna da mama que confere um risco aumentado para o desenvolvimento de câncer de mama, sendo considerada uma lesão precursora.
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