Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2023
O câncer de mama é um dos mais incidentes nas mulheres, sendo o principal na área da saúde da mulher. Fica ainda mais importante quando se sabe que se dispõe de propedêuticas para o diagnóstico precoce que é a melhor forma de melhorar o prognóstico das pacientes. Sobre as patologias mamárias, é CORRETO afirmar que:
Lesões mamográficas suspeitas em pós-menopausa sem terapia estrogênica → sempre exigem avaliação histopatológica.
O diagnóstico precoce do câncer de mama é crucial para o prognóstico. Lesões suspeitas na mamografia, especialmente em mulheres pós-menopausa sem terapia estrogênica (que poderiam mascarar ou mimetizar alterações), devem ser investigadas histologicamente para descartar malignidade, independentemente da idade ou outros fatores.
O câncer de mama é a neoplasia mais prevalente entre as mulheres, sendo a principal causa de morte por câncer no sexo feminino. O diagnóstico precoce é o fator mais importante para melhorar o prognóstico e a sobrevida das pacientes. As ferramentas de rastreamento, como a mamografia, desempenham um papel crucial na detecção de lesões em estágios iniciais, muitas vezes subclínicas. A avaliação de patologias mamárias exige uma abordagem sistemática e baseada em evidências. As alterações fibrocísticas da mama são extremamente comuns, especialmente em mulheres pré-menopausa, e geralmente não aumentam o risco de câncer, a menos que apresentem atipias. O fibroadenoma, por sua vez, é um tumor benigno sólido, mais incidente em mulheres jovens, e não é um câncer com potencial metastático. A mamografia é o principal método de rastreamento, e suas imagens são classificadas pelo sistema BI-RADS, que padroniza a descrição e a conduta. Lesões classificadas como BI-RADS 4 ou 5 são consideradas suspeitas ou altamente suspeitas de malignidade, respectivamente, e requerem investigação histopatológica. Em pacientes pós-menopausa, especialmente aquelas que não fazem uso de terapia de reposição estrogênica, a presença de lesões suspeitas na mamografia deve ser prontamente avaliada por histopatologia. A ausência de terapia estrogênica significa que as alterações mamárias não estão sendo influenciadas por hormônios exógenos, o que pode tornar a detecção de malignidades mais direta. A biópsia é o método definitivo para o diagnóstico de câncer de mama, permitindo a caracterização histológica e imuno-histoquímica do tumor, essencial para o planejamento terapêutico. A conduta correta garante que as pacientes recebam o tratamento adequado no momento oportuno, otimizando os resultados.
A biópsia mamária é indicada para investigar lesões palpáveis ou não palpáveis que são suspeitas em exames de imagem (mamografia, ultrassonografia, ressonância magnética), como nódulos com características de malignidade, microcalcificações agrupadas ou distorções arquiteturais, e para confirmar o diagnóstico de câncer.
O sistema BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) padroniza a descrição e classificação de achados mamográficos, ultrassonográficos e de ressonância. Ele atribui uma categoria (0 a 6) que indica o grau de suspeição de malignidade e orienta a conduta, desde acompanhamento até biópsia, facilitando a comunicação entre os profissionais.
As alterações fibrocísticas são comuns e geralmente benignas, sem aumento significativo do risco de câncer, a menos que haja atipias. O fibroadenoma é um tumor benigno sólido, mais comum em mulheres jovens, que raramente se maligniza. Ambos são distintos do câncer de mama, que é uma proliferação maligna de células epiteliais.
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