Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021
O câncer de laringe é o sétimo mais comum no homem, tem como principal fator de risco o hábito do tabagismo. A laringe é um órgão complexo e o local de acometimento da neoplasia muda completamente os sintomas e a clínica apresentada pelo paciente. A disseminação linfática do tumor também muda de acordo com o local acometido. Relacionado a este tema está INCORRETO afirmar.
Câncer glótico → disfonia precoce, metástases linfáticas cervicais são RARAS devido à pouca drenagem.
O câncer de laringe glótico tem como principal sintoma a disfonia ou rouquidão, que aparece precocemente devido à localização nas cordas vocais. No entanto, ao contrário de outras regiões da laringe, a região glótica possui uma drenagem linfática escassa, o que resulta em uma baixa incidência de metástases linfáticas cervicais, especialmente bilaterais, tornando a afirmação de que ocorrem com frequência INCORRETA.
O câncer de laringe é uma neoplasia maligna comum, fortemente associada ao tabagismo e etilismo, e representa um desafio diagnóstico e terapêutico. A laringe é um órgão complexo, e a localização anatômica do tumor (supraglótico, glótico, infraglótico ou transglótico) influencia diretamente a apresentação clínica, o padrão de disseminação e o prognóstico. O conhecimento dessas particularidades é essencial para o médico residente. Os tumores supraglóticos, que acometem a epiglote, pregas ariepiglóticas e falsas cordas vocais, são ricos em drenagem linfática e, por isso, apresentam alta incidência de metástases cervicais (níveis II, III, IV) ao diagnóstico. Os sintomas iniciais podem ser inespecíficos, como sensação de corpo estranho ou disfagia. Já os tumores glóticos, localizados nas cordas vocais verdadeiras, manifestam-se precocemente com disfonia ou rouquidão, o que permite um diagnóstico em estágios iniciais. Devido à escassez de vasos linfáticos na região glótica, a incidência de metástases linfáticas cervicais é baixa, sendo um ponto crucial de diferenciação. Os tumores infraglóticos, abaixo das cordas vocais, são menos comuns e tendem a se manifestar tardiamente com dispneia, devido à obstrução da via aérea. Sua disseminação linfática ocorre principalmente para os linfonodos cervicais centrais e paratraqueais. Os tumores transglóticos são os mais avançados, acometendo os três níveis da laringe, causando desfuncionalização do órgão e apresentando metástases cervicais frequentes ao diagnóstico. O tratamento é multimodal, envolvendo cirurgia, radioterapia e quimioterapia, adaptado ao estágio e localização do tumor. A compreensão dessas nuances é vital para o manejo adequado do paciente.
Os tumores supraglóticos frequentemente se manifestam com sensação de corpo estranho na garganta, disfagia, dor irradiada para o ouvido (otalgia reflexa) e, em estágios mais avançados, disfonia e dispneia. Eles tendem a ter um alto índice de metástase linfática.
A região glótica, onde estão as cordas vocais verdadeiras, possui uma drenagem linfática escassa. Isso faz com que os tumores glóticos, embora causem disfonia precoce, tenham uma incidência significativamente menor de metástases linfáticas cervicais em comparação com outras regiões da laringe.
Os tumores infraglóticos geralmente se manifestam com dispneia progressiva, devido à obstrução da luz da traqueia, e podem causar tosse e disfonia tardiamente. Sua disseminação linfática é principalmente para os níveis cervicais centrais (recorrencial) e paratraqueais.
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