Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2024
Em relação a neoplasia maligna da laringe:I- Tumores glóticos se apresentam com quadro de disfonia precoce e a incidência de metástases cervicais costuma acontecer em estágios iniciais .II- Tumores supraglóticos são a princípios assintomáticos e o quadro de disfonia ocorre em estágios avançados.III- Tumores infraglóticos raramente causam disfonia e a característica marcante é a dispneia.Em relação as afirmativas acima podemos afirmar:
Câncer de laringe: Glótico → disfonia precoce, ↓ metástase; Supraglótico → assintomático inicial, disfonia tardia; Infraglótico → dispneia, disfonia rara.
A localização do tumor na laringe determina a sintomatologia inicial devido às diferenças anatômicas e linfáticas. Tumores glóticos afetam as cordas vocais rapidamente, mas a barreira do cone elástico e a escassez de linfáticos limitam a metástase precoce. Supraglóticos e infraglóticos podem crescer mais antes de causar sintomas específicos da voz, mas os infraglóticos podem obstruir a via aérea mais cedo.
O câncer de laringe é uma neoplasia comum do trato aerodigestivo superior, com alta prevalência em tabagistas e etilistas. A compreensão da localização anatômica do tumor é crucial, pois determina a apresentação clínica, o padrão de disseminação e o prognóstico. A laringe é dividida em três regiões: supraglote, glote e infraglote, cada uma com características distintas em relação à drenagem linfática e à proximidade com estruturas vitais. A identificação precoce dos sintomas específicos de cada região é fundamental para o diagnóstico e tratamento oportunos, impactando diretamente a sobrevida e a qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia do câncer de laringe envolve a transformação maligna das células epiteliais, geralmente carcinoma espinocelular. Tumores glóticos, por sua localização nas cordas vocais, causam disfonia imediata, o que favorece o diagnóstico precoce. Além disso, a glote possui uma escassa rede linfática, resultando em menor incidência de metástases cervicais em estágios iniciais. Em contraste, os tumores supraglóticos e infraglóticos podem crescer consideravelmente antes de causar sintomas evidentes, como disfonia tardia (supraglóticos) ou dispneia (infraglóticos), e possuem maior risco de metástases linfonodais regionais devido à rica rede linfática dessas regiões. O tratamento do câncer de laringe depende do estágio e da localização, podendo incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O prognóstico é geralmente melhor para tumores glóticos diagnosticados precocemente. Para residentes, é vital reconhecer que a disfonia persistente por mais de 15 dias, especialmente em pacientes de risco, deve sempre levantar a suspeita de câncer de laringe e motivar uma avaliação especializada. A dispneia progressiva sem causa aparente também é um sinal de alerta para tumores infraglóticos. O conhecimento dessas particularidades permite uma abordagem diagnóstica e terapêutica mais eficaz.
Os tumores glóticos, por envolverem as cordas vocais, manifestam-se precocemente com disfonia (rouquidão). Esta é frequentemente o primeiro e principal sintoma, levando ao diagnóstico em estágios iniciais.
Os tumores supraglóticos tendem a ser assintomáticos em suas fases iniciais, pois não afetam diretamente a mobilidade das cordas vocais. Sintomas como disfagia, dor de garganta e disfonia só aparecem em estágios mais avançados, quando o tumor já está maior ou invadiu outras estruturas.
Os tumores infraglóticos raramente causam disfonia precoce. A característica marcante é a dispneia, que ocorre devido à obstrução da via aérea à medida que o tumor cresce, podendo ser acompanhada de estridor.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo