Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2023
Quanto ao câncer infantojuvenil, é correto afirmar:
Câncer infantojuvenil: Leucemias, Tumores SNC e Linfomas são os mais comuns.
No câncer infantojuvenil, a tríade de leucemias, tumores do sistema nervoso central e linfomas representa a maioria dos casos. É crucial para o residente conhecer essa epidemiologia para direcionar a suspeita diagnóstica e o manejo inicial.
O câncer infantojuvenil, embora raro em comparação com o câncer em adultos, é a principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes após o primeiro ano de vida. Compreender sua epidemiologia e as características distintivas é fundamental para o diagnóstico precoce e o manejo adequado, impactando diretamente a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes. A apresentação clínica pode ser inespecífica, exigindo alto índice de suspeição. Diferentemente dos adultos, onde os carcinomas são predominantes, as neoplasias na infância são majoritariamente de origem embrionária ou hematopoética. Os três grupos mais frequentes são as leucemias (aproximadamente 30% dos casos), os tumores do sistema nervoso central (cerca de 25%) e os linfomas (aproximadamente 10%). Outros tumores incluem neuroblastoma, tumor de Wilms, sarcomas de partes moles e ósseos, e retinoblastoma. A sobrevida do câncer infantojuvenil tem melhorado drasticamente, com taxas que superam 70-80% em muitos tipos, devido aos avanços terapêuticos e ao manejo multidisciplinar. É importante ressaltar que o período de latência para o desenvolvimento de câncer em crianças é geralmente mais curto do que em adultos, e a maioria dos casos não está associada a fatores de risco ambientais conhecidos, mas sim a predisposições genéticas ou eventos aleatórios durante o desenvolvimento. O diagnóstico precoce e o encaminhamento a centros especializados são cruciais para o sucesso do tratamento.
Os tipos de câncer mais frequentes na faixa etária infantojuvenil são as leucemias (especialmente a leucemia linfoide aguda), os tumores do sistema nervoso central e os linfomas. Juntos, eles representam a maior parte dos diagnósticos.
A taxa de sobrevida global do câncer infantojuvenil tem melhorado significativamente nas últimas décadas, atingindo cerca de 80% em países desenvolvidos, graças aos avanços no diagnóstico e tratamento.
Não, as neoplasias na infância geralmente apresentam um período de latência menor em comparação com os tumores em adultos. Isso se deve a diferenças na biologia tumoral e nos fatores etiológicos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo