HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023
O câncer da criança representa 0,5-3% de todas as neoplasias malignas. Sua incidência é de aproximadamente 222 casos a cada milhão de crianças. Em relação ao câncer na infância, é CORRETO afirmar que:
Câncer infantil ≠ adulto: LLA pré-B tem melhor prognóstico em crianças que em adultos.
O câncer na infância difere do câncer em adultos em vários aspectos, incluindo tipos histológicos predominantes, comportamento biológico e resposta ao tratamento. A leucemia linfoide aguda pré-B é um exemplo notável de neoplasia com prognóstico significativamente melhor em crianças.
O câncer na infância, embora menos comum que no adulto, representa uma causa significativa de morbimortalidade pediátrica. É fundamental que os profissionais de saúde compreendam as particularidades das neoplasias pediátricas, que diferem substancialmente das observadas em adultos em termos de epidemiologia, tipos histológicos predominantes, comportamento biológico e resposta ao tratamento. Ao contrário dos adultos, onde predominam os carcinomas de origem epitelial, as crianças são mais frequentemente acometidas por leucemias, tumores do sistema nervoso central e linfomas, além de sarcomas e tumores embrionários. As neoplasias pediátricas tendem a ter um crescimento mais rápido e são, em geral, mais sensíveis à quimioterapia, o que contribui para taxas de cura significativamente mais altas em comparação com muitos cânceres adultos. A leucemia linfoide aguda (LLA) pré-B é um exemplo clássico, com prognóstico substancialmente melhor em crianças. O diagnóstico precoce do câncer infantil é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas, que podem mimetizar doenças benignas comuns da infância. A suspeita clínica elevada, a realização de uma anamnese detalhada e um exame físico completo são essenciais. O tratamento envolve uma abordagem multidisciplinar, com quimioterapia, radioterapia e cirurgia, adaptadas à idade e ao tipo de tumor. O prognóstico tem melhorado drasticamente nas últimas décadas, mas o acompanhamento a longo prazo é crucial para gerenciar sequelas e detectar recidivas.
O câncer infantil geralmente afeta células do sistema sanguíneo e tecidos de sustentação (leucemias, sarcomas), enquanto no adulto predominam os carcinomas (epiteliais). Além disso, o câncer infantil tende a crescer mais rapidamente e responder melhor à quimioterapia.
O prognóstico da LLA pré-B é melhor em crianças devido a fatores biológicos intrínsecos da doença nessa faixa etária, como a presença de alterações genéticas mais favoráveis e uma maior tolerância e resposta aos regimes quimioterápicos intensivos.
Os sinais e sintomas do câncer pediátrico são frequentemente inespecíficos e podem ser confundidos com doenças comuns da infância, como febre persistente, perda de peso, palidez, dor óssea, linfonodomegalia e massas palpáveis.
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