Câncer Gástrico Precoce: Definição e Tratamento Cirúrgico

COC - Centro Oncológico de Cuiabá (MT) — Prova 2020

Enunciado

Assinale a alternativa correta com a definição de câncer gástrico precoce e tratamento para adenocarcinoma de antro, diferenciado, de 3 cm, invadindo a muscular própria:

Alternativas

  1. A) lesão que não infiltra além da submucosa, com ou sem gânglio comprometido; gastrectomia 4/5 com omentectomia maior e menor e esvaziamento ganglionar D2
  2. B) lesão que infiltra até muscular própria, sem gânglio comprometido; gastrectomia 4/5 com omentectomia maior e menor e esvaziamento D1+
  3. C) lesão que infiltra até serosa, sem gânglio comprometido; gastrectomia 4/5 com omentectomia maior e menor e esvaziamento D2+
  4. D) lesão que não infiltra além da mucosa, sem gânglio comprometido; gastrectomia total, com esvaziamento D2+
  5. E) lesão que infiltra até submucosa, sem gânglio comprometido; ressecção endoscópica

Pérola Clínica

Câncer gástrico precoce = invasão até submucosa (com/sem gânglios); tratamento cirúrgico padrão é gastrectomia com D2.

Resumo-Chave

Câncer gástrico precoce é definido pela invasão da lesão até a submucosa, independentemente do status linfonodal. Para lesões que invadem a muscular própria, mesmo que consideradas "precoces" pela profundidade, a ressecção endoscópica não é suficiente, sendo indicada a cirurgia com linfadenectomia D2.

Contexto Educacional

O câncer gástrico precoce (CGP) é uma condição crucial no manejo do adenocarcinoma gástrico, definida como uma lesão que não infiltra além da submucosa, independentemente do status linfonodal. Essa definição é fundamental, pois o CGP apresenta um prognóstico significativamente melhor em comparação com o câncer gástrico avançado. A identificação precoce através de endoscopia digestiva alta e biópsia é vital para a cura. A patogenia do CGP envolve a progressão de lesões pré-malignas, como gastrite atrófica e metaplasia intestinal, frequentemente associadas à infecção por *Helicobacter pylori*. O diagnóstico é endoscópico, com biópsias e avaliação da profundidade da invasão. A ultrassonografia endoscópica (USE) é uma ferramenta importante para determinar a profundidade da invasão e a presença de linfonodos suspeitos, auxiliando na decisão terapêutica. O tratamento do CGP varia conforme a profundidade da invasão e características histopatológicas. Lesões muito superficiais e com baixo risco de metástase linfonodal podem ser tratadas por ressecção endoscópica (mucosectomia ou dissecção submucosa). No entanto, lesões que invadem a submucosa profunda ou apresentam fatores de risco (ulceração, indiferenciação, invasão linfovascular) requerem tratamento cirúrgico, geralmente gastrectomia (total ou subtotal, como a 4/5) com linfadenectomia D2, que é o padrão ouro para garantir a remoção adequada dos linfonodos regionais e um bom prognóstico.

Perguntas Frequentes

Qual a definição exata de câncer gástrico precoce?

Câncer gástrico precoce é um adenocarcinoma que invade a parede gástrica até a submucosa, independentemente da presença de metástases linfonodais.

Quando a ressecção endoscópica é indicada para câncer gástrico precoce?

A ressecção endoscópica é indicada para lesões muito superficiais (invasão limitada à mucosa ou submucosa superficial), bem diferenciadas, sem ulceração e sem evidência de invasão linfovascular ou linfonodal.

O que significa esvaziamento ganglionar D2 no tratamento do câncer gástrico?

O esvaziamento ganglionar D2 é uma linfadenectomia extensa que remove os linfonodos perigástricos (D1) e os linfonodos ao longo das artérias principais do tronco celíaco, sendo o padrão ouro para câncer gástrico avançado e muitas vezes para precoce com fatores de risco.

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