HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022
Homem, 51 anos, é submetido à endoscopia digestiva alta devido à queixa de dor abdominal epigástrica e perda de peso nos últimos meses. Após receber resultado do exame, seu médico opta por solicitar um ultrassom endoscópico como complementação. Laudos a seguir: EDA: lesão gástrica de 1,2 cm, não ulcerada, suspeita para neoplasia gástrica. Ecoendoscopia: lesão de 1,2 cm em corpo gástrico, sem invasão de submucosa. Presença de linfonodos próximos à artéria gástrica esquerda, aumentados, coalescidos, sugestivos de acometimento secundário (estádio ultrassonográfico T1 a N1 Mx). Assinale a alternativa CORRETA em relação ao diagnóstico do paciente.
Câncer gástrico precoce = lesão restrita à mucosa ou submucosa, independente de linfonodos.
Câncer gástrico precoce é definido pela invasão da lesão restrita à mucosa ou submucosa, independentemente da presença de metástases linfonodais. A ecoendoscopia (EUS) é crucial para o estadiamento T, confirmando a não invasão da submucosa (T1a ou T1b), mesmo com linfonodos regionais acometidos (N1).
O câncer gástrico é uma neoplasia maligna comum e agressiva, sendo uma das principais causas de morte por câncer globalmente. A detecção precoce é fundamental para melhorar o prognóstico. A endoscopia digestiva alta (EDA) com biópsia é o método diagnóstico inicial, mas o estadiamento preciso é crucial para definir a melhor estratégia terapêutica. A ecoendoscopia (EUS) desempenha um papel central no estadiamento locorregional do câncer gástrico, permitindo uma avaliação detalhada da profundidade de invasão do tumor na parede gástrica (estadiamento T) e a presença de linfonodos regionais suspeitos (estadiamento N). A classificação TNM (Tumor, Nódulo, Metástase) é universalmente utilizada para o estadiamento. O conceito de "câncer gástrico precoce" é de extrema importância clínica. Ele é definido como um tumor que invade apenas a mucosa ou a submucosa, independentemente da presença de metástases linfonodais. No caso clínico, a ecoendoscopia revelou uma lesão de 1,2 cm sem invasão da submucosa (T1a ou T1b), mesmo com linfonodos regionais aumentados e coalescidos (N1). Essa combinação de T1 com N1 ainda se enquadra na definição de câncer gástrico precoce. O conhecimento dessa definição é crucial, pois o câncer gástrico precoce, especialmente o T1a, pode ser tratado com ressecção endoscópica, enquanto lesões mais avançadas requerem cirurgia e, frequentemente, quimioterapia.
Câncer gástrico precoce é definido como um adenocarcinoma que invade apenas a mucosa ou a submucosa da parede gástrica, independentemente da presença ou ausência de metástases em linfonodos regionais.
A ecoendoscopia (EUS) é o método mais preciso para avaliar a profundidade de invasão tumoral (estadiamento T) na parede gástrica e a presença de linfonodos regionais suspeitos (estadiamento N), sendo crucial para a decisão terapêutica.
Não. A definição de câncer gástrico precoce é baseada exclusivamente na profundidade de invasão (mucosa ou submucosa). A presença de linfonodos acometidos (N1) não altera essa classificação, embora influencie o prognóstico e o tratamento.
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