HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020
Um paciente de 93 anos, cardiopata diabético é portador de um adenocarcinoma gástrico tipo intestinal, bem diferenciado de 3 mm, localizado na grande curvatura, distando 12 cm do esôfago. A ecoendoscopia mostra invasão apenas da mucosa. Podemos afirmar:
Câncer gástrico precoce (invasão mucosa), bem diferenciado, < 2 cm, sem ulceração → Ressecção endoscópica.
Em pacientes idosos com múltiplas comorbidades e adenocarcinoma gástrico precoce (invasão restrita à mucosa, bem diferenciado, sem ulceração, < 2 cm), a ressecção endoscópica é uma opção de tratamento curativo com menor morbimortalidade.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia de alta morbimortalidade, mas o diagnóstico em estágio precoce oferece chances significativas de cura. O câncer gástrico precoce é definido pela invasão limitada à mucosa ou submucosa, independentemente do status linfonodal. Para tumores gástricos precoces com baixo risco de metástase linfonodal, a ressecção endoscópica (mucosectomia ou dissecção submucosa endoscópica) tornou-se uma opção de tratamento curativo. Os critérios para essa abordagem incluem tumores bem diferenciados, tamanho inferior a 2 cm, ausência de ulceração e invasão restrita à mucosa. Em casos de invasão submucosa, o tamanho e a profundidade da invasão são fatores adicionais a serem considerados. No cenário de um paciente idoso (93 anos) com múltiplas comorbidades (cardiopata, diabético), a escolha do tratamento deve equilibrar a eficácia oncológica com a segurança do procedimento. Um adenocarcinoma gástrico tipo intestinal, bem diferenciado, de 3 mm e restrito à mucosa, apresenta um risco muito baixo de metástases linfonodais. Nesses casos, a ressecção endoscópica, por ser menos invasiva, oferece um excelente controle oncológico com morbimortalidade significativamente menor do que uma gastrectomia, tornando-a a opção ideal para este perfil de paciente.
Adenocarcinoma gástrico precoce é definido pela invasão limitada à mucosa ou submucosa, independentemente da presença de metástases linfonodais.
A ressecção endoscópica é indicada para câncer gástrico precoce com baixo risco de metástase linfonodal, geralmente tumores bem diferenciados, < 2 cm, sem ulceração e invasão restrita à mucosa.
A ressecção endoscópica é minimamente invasiva, associada a menor morbimortalidade e melhor qualidade de vida em comparação com a cirurgia aberta, sendo ideal para pacientes com alto risco cirúrgico devido a comorbidades.
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