SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
No contexto do tratamento cirúrgico do câncer gástrico esporádico, qual das seguintes afirmações sobre a ressecção endoscópica da mucosa para tumores gástricos iniciais é correta?
Câncer gástrico inicial selecionado = EMR/ESD (sem invasão linfovascular, tamanho/ulceração controlados).
A ressecção endoscópica da mucosa (EMR) ou dissecção endoscópica submucosa (ESD) é uma alternativa minimamente invasiva à cirurgia para câncer gástrico inicial, desde que critérios rigorosos de baixo risco de metástase linfonodal sejam atendidos, como ausência de invasão linfovascular e ulceração profunda.
O câncer gástrico inicial é definido como um tumor que invade apenas a mucosa ou submucosa, independentemente da presença de metástase linfonodal. Seu diagnóstico precoce é fundamental, pois permite abordagens terapêuticas menos invasivas e com melhores resultados. A ressecção endoscópica da mucosa (EMR) e a dissecção endoscópica submucosa (ESD) representam avanços significativos no tratamento, oferecendo uma alternativa à cirurgia para pacientes selecionados. A fisiopatologia do câncer gástrico envolve uma progressão de lesões pré-malignas para carcinoma. Para a ressecção endoscópica, a chave é a ausência de invasão profunda que aumentaria o risco de metástase linfonodal. O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsia, e a avaliação da profundidade da invasão e da presença de invasão linfovascular é crucial para a seleção do tratamento. Critérios rigorosos, como tamanho do tumor, tipo histológico e ausência de ulceração, guiam a decisão. O tratamento endoscópico, seja EMR ou ESD, visa a remoção completa da lesão com margens livres, preservando a função gástrica. O prognóstico é excelente para pacientes bem selecionados, com taxas de cura comparáveis à cirurgia para tumores de baixo risco. No entanto, a vigilância pós-procedimento é essencial para detectar recorrências. Para tumores que não preenchem os critérios endoscópicos, a gastrectomia com linfadenectomia permanece o padrão-ouro.
Os critérios incluem tumores bem diferenciados, ausência de invasão linfovascular, tamanho limitado (geralmente < 2-3 cm para EMR, maiores para ESD) e ausência de ulceração profunda, indicando baixo risco de metástase linfonodal.
A EMR remove a lesão com uma alça e sucção, sendo mais simples, mas com limites de tamanho. A ESD permite a ressecção de lesões maiores e com maior precisão, dissecando a submucosa, mas é tecnicamente mais exigente.
A ausência de invasão linfovascular é um indicador chave de baixo risco de metástase para linfonodos regionais. Se houver invasão, a gastrectomia com linfadenectomia se torna a abordagem padrão para garantir a erradicação da doença.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo