Câncer Gástrico Inicial: Ressecção Endoscópica da Mucosa

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025

Enunciado

No contexto do tratamento cirúrgico do câncer gástrico esporádico, qual das seguintes afirmações sobre a ressecção endoscópica da mucosa para tumores gástricos iniciais é correta?

Alternativas

  1. A) A ressecção endoscópica da mucosa é contraindicada em tumores gástricos iniciais devido ao alto risco de recidiva local.
  2. B) Tumores não ulcerados, independentemente do tamanho, apresentam um risco significativo de metástases linfonodais e não são candidatos a ressecção endoscópica.
  3. C) A ressecção endoscópica da mucosa é uma técnica obsoleta e foi completamente substituída pela gastrectomia laparoscópica.
  4. D) Todos os pacientes com tumores gástricos iniciais devem ser tratados com gastrectomia total, independentemente de critérios de elegibilidade para ressecção endoscópica.
  5. E) A ressecção endoscópica da mucosa é uma opção terapêutica viável para tumores gástricos iniciais selecionados, baseada na ausência de invasão linfovascular, tamanho do tumor e ausência de ulceração.

Pérola Clínica

Câncer gástrico inicial selecionado = EMR/ESD (sem invasão linfovascular, tamanho/ulceração controlados).

Resumo-Chave

A ressecção endoscópica da mucosa (EMR) ou dissecção endoscópica submucosa (ESD) é uma alternativa minimamente invasiva à cirurgia para câncer gástrico inicial, desde que critérios rigorosos de baixo risco de metástase linfonodal sejam atendidos, como ausência de invasão linfovascular e ulceração profunda.

Contexto Educacional

O câncer gástrico inicial é definido como um tumor que invade apenas a mucosa ou submucosa, independentemente da presença de metástase linfonodal. Seu diagnóstico precoce é fundamental, pois permite abordagens terapêuticas menos invasivas e com melhores resultados. A ressecção endoscópica da mucosa (EMR) e a dissecção endoscópica submucosa (ESD) representam avanços significativos no tratamento, oferecendo uma alternativa à cirurgia para pacientes selecionados. A fisiopatologia do câncer gástrico envolve uma progressão de lesões pré-malignas para carcinoma. Para a ressecção endoscópica, a chave é a ausência de invasão profunda que aumentaria o risco de metástase linfonodal. O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsia, e a avaliação da profundidade da invasão e da presença de invasão linfovascular é crucial para a seleção do tratamento. Critérios rigorosos, como tamanho do tumor, tipo histológico e ausência de ulceração, guiam a decisão. O tratamento endoscópico, seja EMR ou ESD, visa a remoção completa da lesão com margens livres, preservando a função gástrica. O prognóstico é excelente para pacientes bem selecionados, com taxas de cura comparáveis à cirurgia para tumores de baixo risco. No entanto, a vigilância pós-procedimento é essencial para detectar recorrências. Para tumores que não preenchem os critérios endoscópicos, a gastrectomia com linfadenectomia permanece o padrão-ouro.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para a ressecção endoscópica de tumores gástricos iniciais?

Os critérios incluem tumores bem diferenciados, ausência de invasão linfovascular, tamanho limitado (geralmente < 2-3 cm para EMR, maiores para ESD) e ausência de ulceração profunda, indicando baixo risco de metástase linfonodal.

Qual a diferença entre Ressecção Endoscópica da Mucosa (EMR) e Dissecção Endoscópica Submucosa (ESD)?

A EMR remove a lesão com uma alça e sucção, sendo mais simples, mas com limites de tamanho. A ESD permite a ressecção de lesões maiores e com maior precisão, dissecando a submucosa, mas é tecnicamente mais exigente.

Por que a ausência de invasão linfovascular é crucial para a ressecção endoscópica?

A ausência de invasão linfovascular é um indicador chave de baixo risco de metástase para linfonodos regionais. Se houver invasão, a gastrectomia com linfadenectomia se torna a abordagem padrão para garantir a erradicação da doença.

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