UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Com relação ao estadiamento do câncer gástrico, são alternativas de pior prognóstico, EXCETO:
Ressecção R0 → melhor prognóstico em câncer gástrico.
A ressecção cirúrgica R0 (margens livres de tumor) é o principal fator prognóstico favorável no câncer gástrico, indicando a remoção completa da doença macro e microscopicamente. Outros fatores como status linfonodal N3, tipo difuso, tumores proximais e invasão T4 são de pior prognóstico.
O câncer gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, cujo estadiamento e prognóstico são cruciais para a definição terapêutica. A classificação TNM (Tumor, Nódulo, Metástase) é a ferramenta padrão para o estadiamento, avaliando a profundidade de invasão do tumor (T), o envolvimento linfonodal (N) e a presença de metástases à distância (M). Fatores como o tipo histológico (Classificação de Lauren), a localização do tumor e a extensão da ressecção cirúrgica também são determinantes. A ressecção cirúrgica com margens livres (R0) é o principal objetivo curativo e o fator prognóstico mais favorável, indicando a remoção completa da doença. Em contraste, fatores como o comprometimento linfonodal extenso (N3), a invasão tumoral avançada (T4), a localização proximal do tumor no estômago e o tipo histológico difuso (segundo Lauren) estão associados a um pior prognóstico e maior agressividade da doença. A compreensão desses fatores é fundamental para o planejamento terapêutico e a comunicação com o paciente. O manejo do câncer gástrico envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo cirurgia, quimioterapia e radioterapia, dependendo do estadiamento. A identificação precoce de fatores de pior prognóstico permite intensificar o tratamento e considerar terapias neoadjuvantes ou adjuvantes para melhorar os resultados. A vigilância pós-operatória é essencial para detectar recidivas e manejar complicações, visando sempre a melhor qualidade de vida e sobrevida para o paciente.
Fatores de pior prognóstico incluem o status linfonodal avançado (N3), tipo histológico difuso (Lauren), localização proximal do tumor e invasão tumoral avançada (T4).
A ressecção R0 significa que não há doença residual macroscópica ou microscópica nas margens cirúrgicas, sendo o objetivo curativo da cirurgia e um indicador de bom prognóstico.
O adenocarcinoma gástrico difuso (tipo Lauren) é geralmente associado a um pior prognóstico, maior agressividade, metástases mais precoces e menor resposta à quimioterapia em comparação com o tipo intestinal.
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