UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2022
O câncer gástrico apresenta diferenças geográficas, étnicas e socioeconômicas significativas na distribuição. Existem duas variantes histológicas principais de adenocarcinoma gástrico: o tipo intestinal, mais frequente, e o tipo difuso, menos comum. A respeito do câncer gástrico, analise as afirmativas. I- O câncer gástrico difuso hereditário é uma forma de apresentação, sendo herdado como um traço autossômico recessivo com baixa penetrância. Além disso, tem um comportamento menos agressivo e associado a bom prognóstico.II- A Agência Internacional para Pesquisa do Câncer da Organização Mundial da Saúde (IARC) classificou o Helicobacter pylori como um carcinógeno do grupo 1, com evidências suficientes de carcinogenicidade em humanos.III- A operação de Billroth II (gastrojejunostomia) apresenta um risco menor para câncer gástrico tardio do que a operação de Billroth I (gastroduodenostomia). IV- O modelo de câncer gástrico do tipo intestinal descreve uma progressão de gastrite crônica para gastrite atrófica crônica, metaplasia intestinal, displasia e, finalmente, para adenocarcinoma. Outras condições que causam atrofia gástrica estão associadas a um risco aumentado de adenocarcinomas gástricos.V- O risco de câncer gástrico distal é aumentado em populações de baixa renda. Em contraste, os cânceres gástricos proximais são associados a classes de maior poder aquisitivo.Estão corretas as afirmativas
H. pylori = carcinógeno Grupo 1. Billroth I ↑ risco câncer gástrico tardio vs. Billroth II. Modelo de Correa: gastrite → metaplasia → displasia → adenocarcinoma.
O Helicobacter pylori é um carcinógeno comprovado para câncer gástrico. O modelo de Correa descreve a progressão do tipo intestinal. Cirurgias de Billroth, especialmente a Billroth I, aumentam o risco de câncer gástrico tardio. O câncer gástrico difuso hereditário é autossômico dominante e agressivo, não recessivo e de bom prognóstico.
O câncer gástrico é uma neoplasia com importantes variações geográficas e socioeconômicas. Compreender suas duas principais variantes histológicas, intestinal e difusa, é fundamental. O tipo intestinal, mais comum, segue o modelo de Correa, uma cascata de eventos que culmina em adenocarcinoma, enquanto o tipo difuso, menos frequente, é mais agressivo e pode ter um componente hereditário, como o câncer gástrico difuso hereditário ligado ao gene CDH1, que é autossômico dominante e de alta penetrância. A Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC) classificou o Helicobacter pylori como um carcinógeno do grupo 1, destacando sua importância etiológica. Além disso, condições que causam atrofia gástrica, como a gastrite atrófica autoimune, também aumentam o risco de adenocarcinomas gástricos. A epidemiologia do câncer gástrico também mostra que o risco de câncer gástrico distal é aumentado em populações de baixa renda, enquanto os cânceres gástricos proximais são associados a classes de maior poder aquisitivo, refletindo diferentes fatores de risco e estilos de vida. A cirurgia prévia para úlcera péptica, especialmente a gastroduodenostomia (Billroth I), está associada a um risco aumentado de câncer gástrico tardio devido a alterações no ambiente gástrico, como refluxo biliar e estase, que podem promover metaplasia e displasia. A gastrojejunostomia (Billroth II) apresenta um risco menor, mas ainda presente. O conhecimento desses aspectos é crucial para o diagnóstico precoce, estratificação de risco e manejo adequado dos pacientes, sendo um tema recorrente em provas de residência médica.
O Helicobacter pylori é classificado pela IARC como um carcinógeno do grupo 1, com evidências suficientes de carcinogenicidade em humanos, sendo um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de adenocarcinoma gástrico.
A operação de Billroth I (gastroduodenostomia) apresenta um risco maior para câncer gástrico tardio do que a operação de Billroth II (gastrojejunostomia), devido a fatores como refluxo biliar e estase no coto gástrico.
O modelo de Correa descreve a progressão do câncer gástrico do tipo intestinal como uma sequência de gastrite crônica, gastrite atrófica crônica, metaplasia intestinal, displasia e, finalmente, adenocarcinoma, sendo um processo multifatorial e gradual.
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