FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022
O câncer gástrico difuso hereditário é considerado uma síndrome hereditária autossômica dominante relacionada à mutação do gene
Câncer gástrico difuso hereditário = mutação germinativa no gene CDH1 (E-caderina).
O câncer gástrico difuso hereditário é uma síndrome autossômica dominante caracterizada por um alto risco de desenvolvimento de câncer gástrico tipo difuso, e está intrinsecamente associado a mutações germinativas no gene CDH1, que codifica a proteína E-caderina, essencial para a adesão celular.
O câncer gástrico difuso hereditário (CGDH) é uma síndrome de predisposição ao câncer autossômica dominante, caracterizada por um risco significativamente elevado de desenvolver câncer gástrico tipo difuso. Esta condição é de grande importância clínica devido à sua agressividade e à dificuldade de detecção precoce, tornando o conhecimento de sua base genética fundamental para o manejo de pacientes e famílias em risco. A epidemiologia do CGDH, embora rara, destaca-se pela alta penetrância e pela idade de início mais jovem em comparação com o câncer gástrico esporádico. O diagnóstico do CGDH está intrinsecamente ligado à identificação de mutações germinativas no gene CDH1, que codifica a E-caderina. A E-caderina é uma proteína de adesão celular crucial para a manutenção da arquitetura tecidual e a inibição da invasão celular. Mutações no CDH1 resultam na perda da função da E-caderina, levando à desorganização celular e facilitando o processo de carcinogênese, especialmente do tipo difuso, que se espalha de forma infiltrativa na parede gástrica. O rastreamento de mutações no CDH1 é indicado para indivíduos com histórico familiar de CGDH ou que preenchem critérios clínicos específicos. O tratamento e o prognóstico para portadores da mutação CDH1 são complexos. Dada a alta penetrância e a dificuldade de detecção precoce do câncer gástrico difuso por métodos endoscópicos convencionais, a gastrectomia total profilática é frequentemente recomendada como medida preventiva. Além do câncer gástrico, mulheres portadoras da mutação CDH1 também apresentam risco aumentado de câncer de mama lobular. O aconselhamento genético é essencial para as famílias afetadas, permitindo a identificação de indivíduos em risco e a implementação de estratégias de vigilância e prevenção adequadas.
A principal característica é a alta penetrância e o desenvolvimento de câncer gástrico tipo difuso, que é mais agressivo e de difícil detecção precoce, associado a mutações germinativas no gene CDH1.
O gene CDH1 codifica a proteína E-caderina, uma glicoproteína transmembrana essencial para a adesão célula-célula e a manutenção da polaridade e integridade tecidual. Mutações nesse gene levam à perda da função da E-caderina, contribuindo para a invasão e metástase celular.
Portadores da mutação CDH1 têm um risco vitalício de até 70-80% para câncer gástrico difuso e, em mulheres, um risco aumentado de câncer de mama lobular. Isso implica em rastreamento rigoroso e, frequentemente, gastrectomia profilática.
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