HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024
Paciente de 56 anos, obeso mórbido, tabagista e etilista social, é investigado por queixa de dispepsia refratária associada a perda de peso de 100 para 95 kg não intencional. Refere náuseas, mas nega vômitos. Endoscopia revela lesão ulcerada de bordos elevados infiltrativa. Diante do diagnóstico mais provável, o procedimento mais adequado para esse paciente deve ser:
Lesão gástrica ulcerada infiltrativa + perda peso → Câncer gástrico. Pesquisar HER2 para terapia alvo.
O quadro clínico (dispepsia refratária, perda de peso) e endoscópico (lesão ulcerada infiltrativa) são altamente sugestivos de câncer gástrico. A pesquisa da mutação do gene C-HER2 (ou superexpressão de HER2) é crucial para definir a elegibilidade para terapia alvo, um passo fundamental no manejo moderno do câncer gástrico.
O câncer gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à inespecificidade dos sintomas iniciais. Pacientes com dispepsia refratária, perda de peso não intencional e achados endoscópicos de lesão ulcerada infiltrativa devem levantar forte suspeita. Fatores de risco como obesidade, tabagismo e etilismo social contribuem para a patogênese. O diagnóstico definitivo é feito por biópsia endoscópica. Após a confirmação histopatológica, o estadiamento completo é essencial para definir a melhor estratégia terapêutica, que pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapias alvo. A pesquisa da superexpressão do receptor HER2 (Human Epidermal growth factor Receptor 2) é um passo fundamental, pois sua positividade indica a possibilidade de uso de trastuzumabe, um anticorpo monoclonal que melhora a sobrevida em pacientes com câncer gástrico avançado HER2-positivo. Para residentes, é vital compreender que o manejo do câncer gástrico é multimodal e personalizado. A identificação de marcadores moleculares como o HER2 não é apenas uma etapa diagnóstica, mas uma ferramenta prognóstica e preditiva de resposta a tratamentos específicos, impactando diretamente a conduta e o desfecho do paciente. A cirurgia, embora central, deve ser planejada dentro de um contexto terapêutico mais amplo.
Sinais de alerta para câncer gástrico incluem dispepsia refratária, perda de peso não intencional, náuseas, saciedade precoce, disfagia e anemia. A presença desses sintomas, especialmente em pacientes de risco, exige investigação endoscópica.
A pesquisa da superexpressão do gene HER2 é crucial no câncer gástrico, pois pacientes HER2-positivos podem se beneficiar de terapias alvo específicas, como o trastuzumabe, que melhoram significativamente o prognóstico em combinação com quimioterapia.
A cirurgia (gastrectomia com linfadenectomia) é a principal modalidade de tratamento curativo para o câncer gástrico localizado. No entanto, o tratamento é frequentemente multimodal, incluindo quimioterapia e/ou radioterapia neoadjuvante ou adjuvante, e terapia alvo, dependendo do estadiamento e marcadores moleculares.
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