Câncer Gástrico: Sinais de Alarme e Investigação Essencial

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 62 anos, tabagista, hipertensa e diabética, com queixa de sintomas dispépticos há cerca de 6 meses. Em atendimento médico prévio, foi prescrito Omeprazol 40mg diário, o qual fez uso por 4 meses, sem resposta satisfatória da sua sintomatologia, evoluindo com anorexia. Evolui com emagrecimento de cerca de 5kg no período. Nega febre, uso crônico de anti-inflamatórios não hormonais e história familiar de neoplasias do trato gastrointestinal. Você solicita endoscopia digestiva alta e esta evidencia lesão plana, com ulceração rasa e bordas elevadas, de cerca de 2cm, em incisura angularis. Qual das conclusões a seguir sobre o caso descrito é falsa?

Alternativas

  1. A) Os dados fornecidos não nos permitem diferenciar com segurança diagnósticos como úlcera benigna, neoplasia gástrica precoce ou neoplasia gástrica avançada.
  2. B) A observação de anorexia e perda de peso, associada ao fato de ulceração gástrica persistente a despeito do tratamento com inibidor de bomba de prótons pode sugerir etiologia maligna para a lesão descrita.
  3. C) A cromoscopia com uso de corantes, a ecoendoscopia e a injeção de solução salina na camada submucosa abaixo da lesão podem fornecer dados referentes a possível ressecabilidade endoscópica da lesão.
  4. D) Uma vez que a endoscopia não evidenciou lesão tipo Borrmann IV, a conduta mais segura é o tratamento empírico para Helicobacter pylori, a troca do omeprazol pelo esomeprazol e a repetição da endoscopia após 4 meses.

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