Câncer Gástrico: Classificação de Bormann e Diagnóstico

UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2019

Enunciado

Paciente de 55 anos, ex-etilista, 20 g de álcool por 12 anos, parou há 20 anos, sem outras comorbidades, apresentando dor epigástrica em queimação, sem irradiação, sem relação com alimentação há 2 meses. Emagreceu cerca de 8 kg desde então. Fazia uso de hidróxido de magnésio com pouca melhora do quadro. Em consulta médica observa-se paciente em bom estado geral, hipocorado, hidratado, pouco emagrecido. Abdome plano, flácido, indolor, sem cicatrizes cirúrgicas nem massas palpáveis. Não são identificadas adenopatias à palpação axilar, cervical e inguinal. É realizada endoscopia digestiva alta onde se observa lesão ulcerada, bordos elevados e bem delimitados, com cerca de 3 cm de diâmetro em incisura angular, pequena curvatura. Biópsia de lesão diagnóstica adenocarcinoma moderadamente diferenciado, tipo intestinal. Tomografia de abdome e tórax evidencia espessamento parietal de porção antral do estômago, com densificação da gordura mesentérica e adenopatias maiores que 1 cm adjacentes a artéria gástrica esquerda, sem líquido livre. Assinale a alternativa correta sobre o caso.

Alternativas

  1. A) Trata-se de uma lesão Bormann II.
  2. B) Trata-se de uma neoplasia gástrica Siewert II.
  3. C) Quimioterapia neoadjuvante não altera sobrevida.
  4. D) É uma lesão passível de dissecção endoscópica submucosa, menos invasiva para esse tipo de lesão.
  5. E) Ultrassonografia endoscópica é o melhor exame para estadiamento locoregional dessa doença.

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