Investigação de Câncer Gástrico e H. pylori

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Ao avaliar paciente masculino, 56 anos no ambulatório, ele se mostra preocupado por medo de tumor no estômago. Refere que sempre teve queimação, teve uma endoscopia aos 45 anos que mostrou H. pilory, mas não tratou e refere que está fazendo dieta para controle do peso e já perdeu 6 kg em 1 mês. Avaliando este caso, é possível inferir que:

Alternativas

  1. A) Deve ser realizada endoscopia com biópsia de mucosa normal para pesquisa de H pilory.
  2. B) Ele tem razão em se preocupar porque ele representa o pico de incidência do câncer gástrico, ou seja, masculino, entre 50 e 60 anos.
  3. C) Os pólipos adenomatosos somente apresentam risco de malignização acima de 1cm e quando ressecados por endoscopia também deve ser realizado biopsia para pesquisa de H pilory.
  4. D) Além dos fatores de risco, na avaliação deste paciente, deve-se pesquisar fatores de proteção gástrica, tais como baixo consumo de proteínas e de carboidratos.
  5. E) O uso de inibidores de bomba de prótons tem-se mostrado efetivo em prevenir e tratar gastrite atrófica e com isso reduzir o risco de câncer gástrico nestes pacientes.

Pérola Clínica

Perda de peso + Dispepsia + H. pylori prévio → EDA com biópsia obrigatória.

Resumo-Chave

A presença de sinais de alarme (como perda de peso de 6kg em 1 mês) em um paciente com histórico de H. pylori não tratado exige investigação imediata com endoscopia e biópsias para excluir malignidade.

Contexto Educacional

O câncer gástrico continua sendo uma causa significativa de mortalidade por câncer no Brasil. A identificação de pacientes de risco, como homens acima de 50 anos com história de H. pylori e sintomas de alarme, é uma competência essencial do médico generalista e do gastroenterologista. A endoscopia com protocolo de biópsias (como o sistema Sydney) permite o diagnóstico precoce e o estadiamento de risco da mucosa gástrica.

Perguntas Frequentes

Por que a biópsia é necessária mesmo em mucosa aparentemente normal?

Em pacientes com alto risco ou sintomas de alarme, a biópsia da mucosa gástrica é fundamental para pesquisar não apenas a presença ativa do Helicobacter pylori, mas também para identificar lesões pré-neoplásicas como gastrite atrófica e metaplasia intestinal. O H. pylori é um carcinógeno do grupo 1 e sua erradicação é a principal estratégia de prevenção primária do adenocarcinoma gástrico.

Quais são os principais sinais de alarme para câncer gástrico?

Os sinais de alarme que indicam necessidade urgente de endoscopia incluem: perda de peso inexplicada, anemia ferropriva, disfagia progressiva, vômitos persistentes, massa abdominal palpável, linfadenopatia (ex: nódulo de Virchow) e início de sintomas dispépticos em pacientes acima de 45-55 anos (dependendo da diretriz regional).

Qual a relação entre H. pylori e câncer gástrico?

A infecção crônica pelo H. pylori induz uma cascata inflamatória (Cascata de Correa) que progride de gastrite superficial para gastrite atrófica, metaplasia intestinal, displasia e, finalmente, adenocarcinoma. A erradicação da bactéria interrompe essa progressão, especialmente se feita antes do desenvolvimento de alterações pré-malignas irreversíveis.

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