Câncer Gástrico: Estadiamento e Linfadenectomia Cirúrgica

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020

Enunciado

Sobre o câncer gástrico considere os principais guidelines como NCCN (National Cancer Cooperative Network) e ESMO (European Society for Medical Oncology), além de dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) para as respostas. Sobre o estadiamento e tratamento cirúrgico do câncer gástrico o que NÃO pode ser indicado é

Alternativas

  1. A) em caso durante o estadiamento seja evidenciada lesão com extensão até a submucosa e tomografia sugira presença de linfonodos regionais suspeitos, contudo sem carcinomatose peritoneal o estadiamento provável seria pelo menos >ou= a 1B.
  2. B) que a recomendação mais recente seria de linfadenectomia, para adequado estadiamento cirúrgico, incluir entre 7 e 15 linfonodos.
  3. C) o tratamento cirúrgico por laparoscopia sabidamente reduz morbidade e tempo de internação. Contudo, estudos ainda estão em curso para indicação prioritária em tumores iniciais ou que tenham linfonodos suspeitos nos exames de imagem.
  4. D) a quimioterapia pré-operatória demonstrou ganho de sobrevida em tumores ressecáveis maiores ou iguais a estadiamento 1B e não há evidências de benefício de adição de tratamento anti-HER ou drogas-alvo neste período.

Pérola Clínica

Linfadenectomia para câncer gástrico exige >15 linfonodos para estadiamento adequado, não 7-15.

Resumo-Chave

Para um estadiamento cirúrgico adequado do câncer gástrico, os guidelines atuais (NCCN, ESMO) recomendam a ressecção de um número mínimo de linfonodos, geralmente >15 (D2 linfadenectomia), para garantir a precisão do estadiamento patológico e impactar o prognóstico. A faixa de 7-15 linfonodos é insuficiente.

Contexto Educacional

O câncer gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, sendo o estadiamento preciso fundamental para a definição da conduta terapêutica e prognóstico. Guidelines internacionais como NCCN e ESMO, juntamente com dados do INCA, orientam as decisões clínicas. A extensão da doença, incluindo o envolvimento linfonodal e a presença de metástases, determina o estadiamento e as opções de tratamento. No contexto do tratamento cirúrgico, a linfadenectomia é um componente crítico. A recomendação atual para um estadiamento cirúrgico adequado e para o controle oncológico é a ressecção de pelo menos 15 linfonodos (linfadenectomia D2). A ressecção de um número menor, como 7 a 15 linfonodos, é considerada insuficiente e pode levar a um subestadiamento, comprometendo a avaliação da extensão da doença e a indicação de terapias adjuvantes. A quimioterapia pré-operatória (neoadjuvante) tem um papel estabelecido em tumores ressecáveis a partir do estadiamento 1B, melhorando a sobrevida. A cirurgia laparoscópica, por sua vez, oferece benefícios em termos de recuperação pós-operatória, mas sua indicação em casos mais avançados ainda é objeto de estudo. É crucial que os residentes compreendam a importância de seguir os guidelines para garantir o melhor manejo do paciente com câncer gástrico.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da linfadenectomia D2 no câncer gástrico?

A linfadenectomia D2, que envolve a ressecção de linfonodos de grupos perigástricos e ao longo dos vasos principais, é crucial para um estadiamento patológico preciso e para o controle locorregional da doença, impactando diretamente a sobrevida.

Quando a quimioterapia pré-operatória é indicada no câncer gástrico?

A quimioterapia pré-operatória (neoadjuvante) é indicada para tumores gástricos ressecáveis com estadiamento igual ou superior a 1B, demonstrando ganho de sobrevida e redução do tamanho tumoral antes da cirurgia.

A cirurgia laparoscópica é padrão para câncer gástrico?

A cirurgia laparoscópica para câncer gástrico tem demonstrado reduzir a morbidade e o tempo de internação. Embora seja cada vez mais utilizada, estudos ainda estão em curso para definir sua indicação prioritária, especialmente em tumores mais avançados.

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