SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025
Com relação aos tumores malignos do estômago, podemos afirmar:
Câncer gástrico avançado → Neoadjuvância melhora ressecabilidade e prognóstico.
A neoadjuvância, que inclui quimioterapia e/ou radioterapia pré-operatória, é uma estratégia fundamental no manejo do câncer gástrico localmente avançado, visando reduzir o tamanho do tumor, tratar micrometástases e aumentar as chances de ressecção curativa.
O câncer gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, sendo o adenocarcinoma o tipo histológico mais comum, representando cerca de 95% dos casos. A incidência varia geograficamente, sendo mais alta em algumas regiões da Ásia e América Latina. A detecção precoce é crucial, mas muitos pacientes são diagnosticados em estágios avançados, o que impacta significativamente o prognóstico. A fisiopatologia envolve fatores genéticos, ambientais e infecciosos (como H. pylori). O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta com biópsias. O estadiamento é fundamental para definir a conduta terapêutica e envolve exames como tomografia computadorizada de tórax e abdome, e ecoendoscopia para avaliar a profundidade da invasão tumoral e o comprometimento linfonodal regional. O tratamento do câncer gástrico é multimodal. Para lesões precoces e selecionadas, a ressecção endoscópica pode ser curativa. Em estágios mais avançados, a gastrectomia com linfadenectomia é o pilar do tratamento, frequentemente combinada com quimioterapia perioperatória (neoadjuvância e adjuvância) ou neoadjuvância isolada para downstaging e melhora do prognóstico. A neoadjuvância tem ganhado destaque por aumentar as taxas de ressecção R0 e a sobrevida global em pacientes com doença localmente avançada.
O adenocarcinoma é o tipo mais frequente, subdividido em intestinal (melhor prognóstico, mais comum em idosos) e difuso (pior prognóstico, mais agressivo, comum em jovens, multicêntrico e com maior invasão linfática precoce).
A neoadjuvância (quimioterapia e/ou radioterapia pré-operatória) é utilizada em câncer gástrico localmente avançado para reduzir o tumor, tratar micrometástases e aumentar a taxa de ressecção R0, melhorando a sobrevida global.
O estadiamento envolve EDA com biópsia, tomografia de tórax e abdome para metástases à distância, e ecoendoscopia (EUS) para avaliar a profundidade de invasão tumoral (T) e o envolvimento linfonodal regional (N), sendo crucial para a decisão terapêutica.
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