Câncer Gástrico Avançado: Neoadjuvância e Prognóstico

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025

Enunciado

Com relação aos tumores malignos do estômago, podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) O tipo histológico mais frequente é o adenocarcinoma, representando 95% dos casos e tendo como principal localização a grande curvatura gástrica, na região do corpo.
  2. B) O exame diagnóstico de escolha é a endoscopia digestiva alta, que, se associada à ecoendoscopia, permite o estadiamento fidedigno da doença.
  3. C) O tratamento ideal do câncer gástrico precoce é a ressecção endoscópica, uma vez que, pela precocidade do quadro, dificilmente se encontra invasão linfonodal.
  4. D) O tipo histológico intestinal apresenta prognóstico pior, quando comparado com o difuso, pela maior frequência de multicentricidades.
  5. E) Nos últimos anos, a neoadjuvância vem ganhando espaço no tratamento de lesões avançadas.

Pérola Clínica

Câncer gástrico avançado → Neoadjuvância melhora ressecabilidade e prognóstico.

Resumo-Chave

A neoadjuvância, que inclui quimioterapia e/ou radioterapia pré-operatória, é uma estratégia fundamental no manejo do câncer gástrico localmente avançado, visando reduzir o tamanho do tumor, tratar micrometástases e aumentar as chances de ressecção curativa.

Contexto Educacional

O câncer gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, sendo o adenocarcinoma o tipo histológico mais comum, representando cerca de 95% dos casos. A incidência varia geograficamente, sendo mais alta em algumas regiões da Ásia e América Latina. A detecção precoce é crucial, mas muitos pacientes são diagnosticados em estágios avançados, o que impacta significativamente o prognóstico. A fisiopatologia envolve fatores genéticos, ambientais e infecciosos (como H. pylori). O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta com biópsias. O estadiamento é fundamental para definir a conduta terapêutica e envolve exames como tomografia computadorizada de tórax e abdome, e ecoendoscopia para avaliar a profundidade da invasão tumoral e o comprometimento linfonodal regional. O tratamento do câncer gástrico é multimodal. Para lesões precoces e selecionadas, a ressecção endoscópica pode ser curativa. Em estágios mais avançados, a gastrectomia com linfadenectomia é o pilar do tratamento, frequentemente combinada com quimioterapia perioperatória (neoadjuvância e adjuvância) ou neoadjuvância isolada para downstaging e melhora do prognóstico. A neoadjuvância tem ganhado destaque por aumentar as taxas de ressecção R0 e a sobrevida global em pacientes com doença localmente avançada.

Perguntas Frequentes

Quais são os tipos histológicos mais comuns de câncer gástrico e suas características?

O adenocarcinoma é o tipo mais frequente, subdividido em intestinal (melhor prognóstico, mais comum em idosos) e difuso (pior prognóstico, mais agressivo, comum em jovens, multicêntrico e com maior invasão linfática precoce).

Qual o papel da neoadjuvância no tratamento do câncer gástrico?

A neoadjuvância (quimioterapia e/ou radioterapia pré-operatória) é utilizada em câncer gástrico localmente avançado para reduzir o tumor, tratar micrometástases e aumentar a taxa de ressecção R0, melhorando a sobrevida global.

Como é feito o estadiamento do câncer gástrico e qual a importância da ecoendoscopia?

O estadiamento envolve EDA com biópsia, tomografia de tórax e abdome para metástases à distância, e ecoendoscopia (EUS) para avaliar a profundidade de invasão tumoral (T) e o envolvimento linfonodal regional (N), sendo crucial para a decisão terapêutica.

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