FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021
Paciente de 60 anos, foi submetido a Gastrectomia Total com linfadenectomia por causa de Câncer Gástrico Estadio Clínico I há 9 meses e perdeu o seguimento. Deu entrada no PS com astenia e foi diagnosticado com anemia megaloblástica. Com relação ao caso clínico anterior, como deve ser o seguimento oncológico deste paciente?
Seguimento pós-gastrectomia por Câncer Gástrico Estádio I → Exames laboratoriais, CEA, TC abdômen/tórax a cada 6 meses por 5 anos.
O seguimento oncológico pós-gastrectomia total por câncer gástrico em estágio inicial (Estádio I) visa detectar precocemente recorrências ou metástases. Geralmente, envolve exames clínicos, laboratoriais (incluindo marcadores tumorais como CEA, embora sua sensibilidade seja limitada) e exames de imagem (tomografia de abdômen e tórax) em intervalos regulares, tipicamente a cada 6 meses, por um período de 3 a 5 anos.
O câncer gástrico, mesmo em estágio inicial (Estádio I), exige um seguimento oncológico rigoroso após a gastrectomia total com linfadenectomia para detectar precocemente qualquer sinal de recorrência ou metástase. A perda de seguimento, como no caso apresentado, é um fator de risco para atraso no diagnóstico de complicações ou recidivas. A anemia megaloblástica é uma complicação comum da gastrectomia total devido à deficiência de fator intrínseco e, consequentemente, de vitamina B12, e deve ser tratada com suplementação. O protocolo de seguimento oncológico padrão para câncer gástrico Estádio I geralmente inclui avaliações clínicas regulares, exames laboratoriais (hemograma completo, função hepática e renal), e marcadores tumorais como o CEA, embora sua utilidade seja mais para monitorar a resposta ao tratamento ou recorrência em pacientes com níveis elevados pré-operatórios. Exames de imagem, como a tomografia computadorizada de abdômen e tórax, são essenciais para rastrear recorrências locais ou metástases à distância. A periodicidade recomendada para esses exames é tipicamente a cada 6 meses nos primeiros 2 a 3 anos, e anualmente nos anos subsequentes, completando um período de 5 anos. Após 5 anos sem evidência de doença, o paciente é geralmente considerado curado, mas o acompanhamento para complicações nutricionais e outras comorbidades deve continuar. O objetivo principal é garantir a detecção precoce de qualquer complicação ou recorrência para otimizar o prognóstico.
O seguimento para câncer gástrico Estádio I geralmente ocorre a cada 6 meses nos primeiros 2-3 anos, e anualmente nos anos seguintes, totalizando 5 anos, com exames clínicos, laboratoriais e de imagem.
Tomografia computadorizada de abdômen e pelve, e de tórax, são os exames de imagem mais comumente utilizados para detectar recorrências locais ou metástases à distância.
O CEA (Antígeno Carcinoembrionário) pode ser utilizado como marcador tumoral, mas sua sensibilidade e especificidade para câncer gástrico, especialmente em estágios iniciais, são limitadas. Ele pode ser mais útil para monitorar a recorrência em pacientes que tinham níveis elevados pré-operatórios.
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