Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2020
No ocidente, a sobrevida de câncer do estômago em cinco anos é em torno de 30% nos países desenvolvidos e 20% nos países em desenvolvimento. No oriente (Japão e Coréia do Sul), com programa de detecção precoce a sobrevivência está acima de 70%.O item inadequado é:
Câncer gástrico: Adenocarcinoma >90%, mas outros tipos (Linfoma, GIST) têm prognóstico e tratamento distintos.
O câncer de estômago é predominantemente adenocarcinoma, mas existem outros tipos histológicos como linfomas, GIST e tumores neuroendócrinos. É crucial diferenciar esses tipos, pois cada um possui características biológicas, prognóstico e abordagens terapêuticas (cirurgia, quimioterapia, terapia-alvo) específicas e distintas, não sendo tratados de forma igual.
O câncer de estômago é uma neoplasia maligna com alta mortalidade, especialmente no ocidente, onde a detecção precoce é menos comum que no oriente. Epidemiologicamente, observa-se uma diminuição na incidência global, mas a mortalidade permanece elevada devido ao diagnóstico tardio. Homens, idosos e indivíduos de classes sociais menos privilegiadas são os mais afetados, refletindo a influência de determinantes sociais da saúde. A fisiopatologia do câncer gástrico é complexa, com o adenocarcinoma sendo o tipo histológico predominante. No entanto, é fundamental reconhecer que existem outros tipos, como linfomas gástricos, tumores estromais gastrointestinais (GIST) e tumores neuroendócrinos. Cada um desses tumores possui características biológicas, padrões de crescimento e prognósticos distintos, o que exige abordagens diagnósticas e terapêuticas individualizadas. O tratamento varia significativamente entre os tipos. Enquanto o adenocarcinoma frequentemente envolve cirurgia, quimioterapia e radioterapia, os linfomas gástricos podem responder bem à quimioterapia e erradicação do H. pylori, e os GISTs são tratados com cirurgia e terapia-alvo (inibidores de tirosina quinase). A compreensão dessas diferenças é vital para o manejo adequado do paciente e para a escolha da melhor estratégia terapêutica, impactando diretamente a sobrevida e a qualidade de vida.
O tipo histológico mais comum de câncer de estômago é o adenocarcinoma, representando mais de 90% dos casos. Ele se origina das células glandulares da mucosa gástrica e pode ser classificado em intestinal ou difuso, com implicações prognósticas e terapêuticas.
O tratamento do adenocarcinoma gástrico geralmente envolve cirurgia, quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia. Já o GIST (tumor estromal gastrointestinal) é tratado primariamente com cirurgia e, para tumores ressecados ou avançados, com terapia-alvo utilizando inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, devido à sua fisiopatologia molecular específica.
Os principais fatores de risco para câncer de estômago incluem infecção por Helicobacter pylori, dieta rica em alimentos defumados e salgados, tabagismo, etilismo, história familiar, anemia perniciosa, gastrite atrófica e pólipos adenomatosos gástricos. A detecção precoce é crucial para a sobrevida.
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