UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Quanto ao câncer gástrico, é correto afirmar:
Nódulo de Virchow (supraclavicular esquerdo) → sinal de metástase e doença gástrica avançada.
O nódulo de Virchow é classicamente uma linfonodomegalia supraclavicular esquerda que indica metástase de câncer gástrico (ou outros abdominais) e, portanto, doença avançada. Embora a questão mencione axilar direita, o conceito de sinal de doença avançada é o ponto chave para o estadiamento.
O câncer gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbimortalidade, sendo o estadiamento preciso fundamental para definir a conduta terapêutica e o prognóstico. A identificação de sinais de doença avançada, como metástases à distância, é crucial, pois altera drasticamente o plano de tratamento, geralmente direcionando para cuidados paliativos. O nódulo de Virchow, classicamente descrito como uma linfonodomegalia supraclavicular esquerda, é um dos sinais de metástase linfonodal à distância de tumores abdominais, incluindo o câncer gástrico. Sua presença indica doença avançada e irressecável. Outros sinais de disseminação incluem o nódulo da Irmã Maria José (umbilical) e a prateleira de Blumer (metástase no fundo de saco de Douglas). O estadiamento do câncer gástrico envolve exames de imagem, endoscopia com biópsia e, em muitos casos, laparoscopia diagnóstica para avaliar a extensão da doença e a presença de carcinomatose peritoneal. A linfadenectomia D2 é o padrão para o tratamento cirúrgico curativo, mas sua indicação depende do estadiamento. O reconhecimento precoce dos sinais de doença avançada é vital para evitar cirurgias desnecessárias e direcionar o paciente para o tratamento mais adequado.
O nódulo de Virchow é uma linfonodomegalia supraclavicular esquerda que indica metástase de câncer gástrico ou de outros tumores abdominais, sendo um sinal de doença avançada e incurável.
Outros sinais incluem nódulo da Irmã Maria José (metástase umbilical), prateleira de Blumer (metástase no fundo de saco de Douglas) e ascite maligna.
A linfadenectomia D2 é o padrão ouro no tratamento cirúrgico do câncer gástrico, envolvendo a remoção de linfonodos perigástricos e ao longo das artérias principais, visando um estadiamento preciso e melhor controle oncológico.
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