SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Um paciente de 65 anos de idade foi encaminhado ao centro de referência em oncologia com um diagnóstico de câncer gástrico avançado, confirmado por endoscopia com biópsia. Ele está clinicamente estável e não apresenta sintomas específicos. Realizou uma tomografia computadorizada que revelou um tumor gástrico invasivo na região do fundo gástrico, sem evidência de metástases a distância. Ao exame físico, não houve achados relevantes, e os sinais vitais encontram-se dentro dos limites normais.Considerando esse caso clínico e as diretrizes de tratamento do câncer gástrico, assinale a alternativa que apresenta a opção mais apropriada para o tratamento cirúrgico e o tipo de linfadenectomia indicado.
Câncer gástrico avançado em fundo gástrico sem metástase → Gastrectomia total + Linfadenectomia D2.
Tumores gástricos no fundo ou corpo proximal geralmente requerem gastrectomia total devido ao padrão de drenagem linfática e para garantir margens livres. A linfadenectomia D2 é o padrão ouro para câncer gástrico avançado, pois remove os linfonodos perigástricos e ao longo dos principais vasos, melhorando a sobrevida.
O câncer gástrico é uma neoplasia agressiva, e o tratamento cirúrgico é a principal modalidade curativa para a doença localizada. A extensão da ressecção gástrica e o tipo de linfadenectomia são determinados pela localização e estadiamento do tumor. No caso de um tumor gástrico invasivo na região do fundo gástrico, sem metástases a distância, a cirurgia curativa é a abordagem padrão. Para tumores localizados no fundo ou no corpo proximal do estômago, a gastrectomia total é geralmente indicada. Isso se deve à necessidade de obter margens de ressecção adequadas e ao padrão de drenagem linfática complexo nessas regiões, que pode envolver múltiplos grupos de linfonodos. A gastrectomia subtotal seria insuficiente para garantir a remoção completa do tumor e dos linfonodos regionais. A linfadenectomia D2 é o padrão ouro para o tratamento do câncer gástrico avançado ressecável, especialmente em centros de referência. Ela envolve a remoção dos linfonodos perigástricos (grupos D1) e dos linfonodos ao longo dos vasos principais do tronco celíaco (grupos D2). Essa abordagem demonstrou melhorar a sobrevida em comparação com a linfadenectomia D1, ao remover metástases linfonodais que não seriam detectadas em uma dissecção menos extensa. A linfadenectomia D3 é mais extensa e não é rotineiramente recomendada devido ao aumento da morbidade sem benefício claro na sobrevida.
Tumores no fundo gástrico frequentemente requerem gastrectomia total para garantir margens cirúrgicas adequadas, devido à sua localização e ao padrão de disseminação linfática.
A linfadenectomia D2 envolve a remoção dos linfonodos perigástricos (grupos D1) e dos linfonodos ao longo dos vasos principais (artéria gástrica esquerda, artéria hepática comum, tronco celíaco, artéria esplênica), sendo o padrão para câncer gástrico avançado.
Estudos demonstram que a linfadenectomia D2, quando realizada por cirurgiões experientes, melhora a sobrevida a longo prazo em pacientes com câncer gástrico avançado ressecável, ao remover metástases linfonodais ocultas.
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