SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Com o advento das terapias neoadjuvantes para o tratamento da neoplasia gástrica, tornouse essencial o conhecimento dos métodos diagnósticos para o adequado estadiamento préoperatório. Dessa forma, o método diagnóstico com maior sensibilidade e especificidade para o estadiamento T e N no tumor gástrico é:
Estadiamento T e N no câncer gástrico → Ecoendoscopia é o padrão-ouro.
A ecoendoscopia permite a visualização detalhada das camadas da parede gástrica e linfonodos regionais, sendo superior à TC para definir a profundidade da invasão (T) e o status nodal (N).
O estadiamento preciso do câncer gástrico é o pilar para a escolha terapêutica moderna. Com a tendência de indicação de quimioterapia neoadjuvante para tumores a partir do estágio T2 ou N+, a distinção entre doença precoce e localmente avançada tornou-se crítica. Enquanto a Tomografia Computadorizada (TC) de tórax, abdome e pelve é o exame inicial para excluir metástases à distância (M), ela possui limitações na avaliação da parede gástrica. A ecoendoscopia (EUS) preenche essa lacuna, apresentando sensibilidade e especificidade superiores para o estadiamento T (profundidade de invasão) e N (linfonodos regionais). Ela permite visualizar se a lesão ultrapassou a camada submucosa, o que contraindicaria uma mucosectomia endoscópica, por exemplo. Além disso, a capacidade de realizar punção aspirativa por agulha fina (FNA) de linfonodos suspeitos aumenta a acurácia diagnóstica, consolidando-a como o padrão-ouro para o estadiamento locorregional.
A ecoendoscopia utiliza um transdutor de ultrassom de alta frequência na ponta do endoscópio, permitindo a diferenciação clara das cinco camadas histológicas da parede gástrica. Isso possibilita distinguir se o tumor invade apenas a submucosa (T1b), a muscular própria (T2) ou a serosa (T4a), detalhamento que a TC não consegue alcançar com a mesma precisão.
O status linfonodal (N) é um dos principais fatores prognósticos. A identificação de linfonodos suspeitos pela ecoendoscopia, inclusive permitindo a realização de biópsia por agulha fina (FNA), ajuda a definir a necessidade de terapia neoadjuvante (quimioterapia antes da cirurgia) em tumores localmente avançados.
Ela deve ser solicitada após o diagnóstico histológico por EDA, sempre que houver dúvida sobre a profundidade da lesão (especialmente em tumores precoces candidatos à ressecção endoscópica) ou para estadiamento locorregional preciso em pacientes que não apresentam metástases óbvias na TC.
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