SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023
No ambulatório de cirurgia oncológica, uma paciente de 54 anos com história de perda de peso recente, traz uma endoscopia com achados de lesão gástrica de 1 cm ulcerada. O exame histopatológico da biópsia endoscópica é compatível com adenocarcinoma moderadamente diferenciado. Qual exame complementar para estadiamento é mais acurado para detectar progressão locorregional da neoplasia?
Estadiamento locorregional de câncer gástrico → US endoscópico é o mais acurado para profundidade de invasão (T) e linfonodos regionais (N).
A ultrassonografia endoscópica (USE) é o método mais preciso para avaliar a profundidade da invasão tumoral na parede gástrica (estadiamento T) e o envolvimento de linfonodos regionais (estadiamento N) no câncer gástrico, sendo superior à tomografia para esses parâmetros.
O câncer gástrico é uma neoplasia maligna com alta incidência e mortalidade global, sendo o adenocarcinoma o tipo histológico mais comum. O estadiamento preciso é fundamental para determinar a melhor estratégia terapêutica, que pode incluir cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia. A perda de peso e lesões ulceradas em endoscopia são sinais de alerta. A fisiopatologia envolve a progressão de lesões pré-malignas ou o desenvolvimento direto de adenocarcinoma. O diagnóstico é feito por biópsia endoscópica. O estadiamento locorregional avalia a extensão do tumor na parede gástrica e o envolvimento dos linfonodos. A ultrassonografia endoscópica (USE) permite uma visualização detalhada das camadas da parede gástrica e dos linfonodos perigástricos, sendo superior para o estadiamento T e N. O tratamento é individualizado conforme o estadiamento. Tumores precoces podem ser tratados endoscopicamente, enquanto tumores mais avançados geralmente requerem gastrectomia, linfadenectomia e, muitas vezes, terapia neoadjuvante ou adjuvante. A USE é crucial para guiar essas decisões, impactando diretamente o prognóstico e a sobrevida do paciente.
A principal vantagem é sua alta acurácia na avaliação da profundidade da invasão tumoral na parede gástrica (estadiamento T) e na detecção de linfonodos regionais acometidos (estadiamento N).
A tomografia abdominal com contraste é fundamental para o estadiamento à distância (M), detectando metástases em órgãos como fígado, pulmão e peritônio, e para avaliar a ressecabilidade.
Os principais fatores prognósticos incluem a profundidade da invasão tumoral, o envolvimento de linfonodos regionais e a presença de metástases à distância.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo