UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
Paciente de 60 anos, classe social baixa, tabagista 60 anos/maço, 60kg, previamente hígida, relata início de quadro de epigastralgia atípica, sem irradiação, associado a hiporexia, plenitude pós prandial e anemia de difícil controle, de início há cerca de 06 meses, com emagrecimento de 06 kg. Nega relação da dor com atividade física. Ao exame, hipocorada, emagrecida, sem massas ou visceromegalias palpáveis, restante do exame físico normal. Diante do quadro clínico e principal suspeita diagnóstica, qual o exame complementar inicial a ser solicitado?
Idoso + epigastralgia atípica + anemia + emagrecimento → EDA (suspeita câncer gástrico).
Em pacientes idosos com sintomas dispépticos atípicos, anemia e perda de peso, a suspeita de neoplasia gástrica é alta. A Endoscopia Digestiva Alta (EDA) é o exame inicial de escolha, pois permite visualizar a mucosa, realizar biópsias e confirmar o diagnóstico histopatológico.
O câncer gástrico é uma neoplasia maligna com alta prevalência e mortalidade, especialmente em pacientes idosos e com fatores de risco como tabagismo, baixo nível socioeconômico e dieta inadequada. A apresentação clínica inicial pode ser insidiosa e inespecífica, com sintomas dispépticos atípicos, o que frequentemente atrasa o diagnóstico. No entanto, a presença de 'sinais de alarme' deve sempre levantar a suspeita de malignidade e impulsionar uma investigação mais aprofundada. Neste caso, a paciente de 60 anos, tabagista pesada, com epigastralgia atípica, hiporexia, plenitude pós-prandial, anemia de difícil controle e emagrecimento de 6 kg em 6 meses, apresenta um quadro altamente sugestivo de câncer gástrico. A anemia e o emagrecimento são sinais de alarme clássicos que indicam a necessidade de exclusão de neoplasia maligna do trato gastrointestinal superior. Diante dessa suspeita, o exame complementar inicial de escolha é a Endoscopia Digestiva Alta (EDA). A EDA permite a visualização direta da mucosa esofágica, gástrica e duodenal, a identificação de lesões suspeitas (úlceras, massas, infiltrados) e a realização de biópsias para análise histopatológica, que é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo do câncer gástrico. Outros exames, como TC ou USG de abdome, são úteis para estadiamento após o diagnóstico, mas não são o exame inicial para a investigação da causa dos sintomas.
Sinais de alarme incluem perda de peso inexplicada, anemia ferropriva de difícil controle, disfagia, odinofagia, vômitos persistentes, sangramento gastrointestinal e massa abdominal palpável. Em pacientes acima de 50 anos, esses sintomas exigem investigação imediata.
A EDA é o exame de escolha porque permite a visualização direta da mucosa gástrica, a identificação de lesões suspeitas (úlceras, massas, áreas de displasia) e a realização de biópsias para confirmação histopatológica, que é essencial para o diagnóstico definitivo.
A idade avançada (60 anos), o tabagismo intenso (60 anos/maço) e a classe social baixa são fatores de risco importantes para câncer gástrico. A presença de sintomas como hiporexia, plenitude pós-prandial, anemia e emagrecimento reforçam a suspeita de malignidade.
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