AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
NÃO é um fator de risco para câncer gástrico:
Diabetes melito NÃO é fator de risco direto para câncer gástrico.
É fundamental conhecer os principais fatores de risco para câncer gástrico, como infecção por H. pylori, gastrite atrófica, tabagismo, dieta rica em sal e alimentos defumados, história familiar, tipo sanguíneo A e cirurgias gástricas prévias. O diabetes melito, embora associado a outros tipos de câncer, não é classicamente listado como um fator de risco direto para câncer gástrico.
O câncer gástrico, predominantemente o adenocarcinoma, é uma das neoplasias mais comuns e com alta mortalidade global. A identificação e o manejo dos fatores de risco são cruciais para a prevenção e o diagnóstico precoce. A etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais e infecciosos. A compreensão desses fatores é essencial para a prática clínica e para a saúde pública. Entre os fatores de risco bem estabelecidos, destacam-se a infecção crônica por Helicobacter pylori, que leva à gastrite atrófica e metaplasia intestinal, consideradas lesões pré-cancerígenas. Outros fatores incluem o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, dietas ricas em sal e alimentos defumados, baixo consumo de frutas e vegetais, história familiar de câncer gástrico, e algumas condições genéticas. Cirurgias gástricas prévias, como gastrectomias, também aumentam o risco devido a alterações anatômicas e fisiológicas. É importante notar que, embora o diabetes melito seja uma condição crônica com diversas implicações para a saúde e associada a um risco aumentado de algumas neoplasias, ele não é considerado um fator de risco direto e primário para o câncer gástrico na maioria das classificações. Conhecer essa distinção é vital para a correta estratificação de risco e aconselhamento dos pacientes, evitando associações incorretas que possam desviar o foco dos verdadeiros fatores de risco.
A infecção crônica por Helicobacter pylori é o principal fator de risco infeccioso para o câncer gástrico, especialmente o adenocarcinoma. A erradicação da bactéria pode reduzir o risco de desenvolvimento da doença.
Cirurgias gástricas prévias, como gastrectomias subtotais para úlcera péptica, podem alterar a anatomia e a fisiologia do estômago, levando a refluxo biliar, gastrite atrófica e metaplasia intestinal, que são condições pré-cancerígenas.
O tabagismo é um fator de risco bem estabelecido. Dietas ricas em sal, alimentos defumados e nitritos, e baixo consumo de frutas e vegetais também contribuem para o aumento do risco de câncer gástrico.
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